
O Corinthians foi notificado pela CBF neste sábado (18) de que está novamente proibido de inscrever jogadores. É a terceira sanção do tipo empilhada contra o clube em curto espaço de tempo. Desta vez, o bloqueio partiu da Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão da entidade que julga conflitos financeiros entre clubes. O motivo: uma parcela do acordo de parcelamento deixou de ser paga.
Antes que a punição fosse oficializada, a diretoria alvinegra tentou um acordo direto com a CNRD. O argumento foi a queda de receita durante a pausa do calendário para a Copa do Mundo, com a proposta de quitar o valor devido junto com a prestação seguinte. A Câmara recusou a justificativa. O Cuiabá, principal credor do débito, com mais de R$ 18 milhões a receber, ingressou no processo e cobrou a aplicação imediata da penalidade.
O que é a CNRD
A Câmara Nacional de Resolução de Disputas é o braço da CBF criado para mediar e solucionar pendências financeiras entre clubes. O Corinthians havia aderido a um parcelamento para sanar dívidas, e a quebra do cronograma acionou automaticamente a trava de mercado.
Duas outras travas já estavam ativas ao Corinthians
A nova proibição não é a única. O clube já operava com dois transfer bans anteriores. O primeiro decorre de uma dívida de aproximadamente R$ 8 milhões com o Philadelphia Union pela contratação do volante José Martinez. O segundo é uma multa disciplinar aplicada pela Fifa por descumprimento de outras obrigações financeiras. Para voltar a registrar atletas, o Timão precisa quitar a parcela atrasada do acordo com o Cuiabá e, ao mesmo tempo, resolver as outras duas pendências.
Impacto no mercado
O clube estava ativo nas tratativas por nomes como Wesley e Arthur Melo e contava com a janela de transferências para reorganizar as finanças. O acúmulo de sanções e os atrasos salariais recorrentes, no entanto, travam qualquer movimento de entrada e aprofundam a percepção de crise nos bastidores alvinegros.