Paulo Serra diz que Sabesp investirá R$ 350 milhões no 1º ano de concessão

 Valor significa metade do aporte que a companhia estadual fará em 40 anos

 

concessão
Semasa deve para a Sabesp R$ 3,4 bilhões e receberá R$ 700 milhões em investimentos se concessão à Sabesp for aprovada. Foto: Divulgação

 

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), disse nesta terça-feira (14/05) que a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) investirá na cidade R$ 350 milhões no 1º ano de concessão do serviço de água e esgoto. Ocorre que tramita na Câmara projeto que prevê a entrega desse serviço por 40 anos à estatal em troca de uma dívida de R$ 3,4 bilhões do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André), autarquia responsável pelo abastecimento no município.

O montante representa metade do aporte de R$ 700 milhões que a companhia estadual fará ao longo de quatro décadas, conforme declaração dada pelo prefeito durante entrevista coletiva no Consórcio Intermunicipal. “Viria durante todo o tempo de concessão, mas praticamente metade dele no primeiro ano, porque queremos acabar com o problema de falta d’água”, respondeu o chefe do Executivo após indagações dos jornalistas.

De acordo com Paulo Serra, o município tem uma perda de água de 42% por conta da rede ser muito velha. “Temos linha adutora que passa na Avenida dos Estados, por exemplo, que poderia fornecer, só ela, 2.500 litros por segundo, que não é utilizada por Santo André devido à rede (ser antiga), temos receio. Imagina se rompe adutora do Centro? São 90 dias para consertar a adutora sem água no Centro inteiro. Não podemos correr esse risco”, afirmou.

O prefeito explicou que a modernização dessa rede antiga possibilitará à Sabesp que mande mais mais água para Santo André. “Atualmente, não temos capacidade de receber mais pressão, porque a nossa rede é antiga. Estamos sempre no limite. Recebemos 2, 2 mil litros por segundo. Se recebermos 2,5 mil, que acabaria com toda a intermitência na cidade, corremos o risco de romper com adutoras de distribuição. Não mandam a mais porque a gente não pode receber. Nossa intenção é que a partir do ano que vem a cidade não sofra mais com a falta de água”, finalizou Paulo Serra.

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