Precatório de R$ 1 bilhão comprometerá custeios de Sto.André, diz Paulo Serra

 Prefeito afirma que dívida julgada recentemente pelo TJ inviabilizaria investimentos e defende aprovação de projeto que entrega serviço de água à Sabesp em troca da dívida

 

custeios
Paulo Serra diz que solução para precatório é a negociação de dívida do Semasa com a Sabesp. Foto: Divulgação/PSA

 

O prefeito de Santo André, Paulo Serra (PSDB), afirmou nesta terça-feira (14/04) que os custeios da cidade ficarão comprometidos, caso a cidade tenha de pagar um precatório de R$ 1 bilhão, cujo julgamento do TJ (Tribunal de Justiça) é recente e refere-se a uma dívida do Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental) com a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo).

Esse precatório de R$ 1 bilhão seria um golpe duro não só nas finanças do Semasa como também da própria Prefeitura. Hoje temos um estado de atenção, pois o estoque de precatórios subiria para R$ 2,7 bilhões e nosso pagamento subiria de 6% da receita corrente líquida para 12% e inviabilizaria até o custeio da própria cidade”, afirmou o prefeito ao acrescentar que a solução para o problema é o projeto que tramita na Câmara em que pede autorização para trocar  o serviço de água e esgoto do município pelo débito com a Sabesp.

De acordo com Paulo Serra, essa dívida começou em 1990 quando os prefeitos da região, por avaliarem que a tarifa de água paga à Sabesp, era muito alta, decidiram estabelecer o preço que coerente. No entanto, essa diferença não repassada à companhia estadual foi crescendo por conta do acréscimo de juros e correção monetária.

Desde estão, a companhia estadual entrou com seis processos contra o Semasa. “Perdemos em todos as instâncias. Não cabe mais recurso”, afirmou o chefe do Executivo.

Ao ser questionado se a cidade corre riscos de sofrer sequestro de receitas por conta dessa dívida judicial, o prefeito negou. Segundo Paulo Serra, este ano, a Prefeitura passou a cumprir um acordo com o TJ de pagamento de 6% da receita corrente líquida. “Nenhum outro município do país paga mais que Santo André”, concluiu.

2 Comentários

  1. Pois é, deixam a cidade em estado vegetativo e cadê a aplicação das legislações inerentes a boa governança, responsabilidade fiscal, improbidade administrativa entre outras?

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