23 de outubro de 2021

Lauro acusa Morando de boicotar Diadema em serviço de saúde

Mais visitadas

 Prefeito de Diadema diz que prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio teria tentado tirar seu município do Cross, mas foi impedido por outros gestores

Lauro acusa Orlando Morando de tentar prejudicar Diadema na área da saúde. Foto: Divulgação/Facebook

O prefeito de Diadema, Lauro Michels (PV), acusa o prefeito de São Bernardo e presidente do Consórcio Intermunicipal do ABC, Orlando Morando (PSDB), de tentar prejudicar a população de sua cidade, após seu desligamento da entidade. De acordo com o verde, o tucano tentou tirar Diadema do Cross (Central de Regulação de Ofertas de Serviço de Saúde) em nível regional. O Cross tem por objetivo a regulação da oferta assistencial disponível às necessidades imediatas do cidadão, visando promover a equidade do acesso da assistência ao paciente do SUS (Sistema Único de Saúde).

Lauro afirmou que durante recente reunião dos prefeitos no Consórcio foi discutida a proposta de as sete cidades – Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra – se unirem para construir ações voltadas ao atendimento hospitalar e ambulatorial, o que evitaria a duplicação de especialidades, mas o presidente do Consórcio teria reivindicado a retirada de Diadema.

O presidente do Consórcio iria prejudicar o povo de Diadema. Só não conseguiu porque os demais prefeitos não deixaram ele tomar essa decisão autoritária e antidemocrática. Ele não olha as pessoas simples, pessoas pobres de Diadema”, afirmou.

Lauro insinuou que seria uma vingança de Orlando Morando por ter deixado o Consórcio no ano passado. “Deixamos por uma questão financeira. Em 4 anos, Diadema teria de contribuir com R$ 20 milhões com o Consórcio. Não vou tirar alimento das escolas e tirar recurso da saúde para dar para um Consorcio que nunca trouxe retorno em investimento para a cidade”, avaliou.

O prefeito de Diadema acusa certa ingratidão por parte de Orlando Morando porque ele o apoiou em 2014 para a candidatura a deputado estadual. “Eu dei 15 mil votos para ele em Diadema e ele está sendo filho ingrato com Diadema. Eu dei esses 15 mil votos. Ele nunca teve isso (votação) em Diadema”, concluiu.

O presidente do Consorcio foi procurado desde a semana passada, mas até o fechamento da reportagem não havia dado retorno para se posicionar sobre as acusações de Lauro Michels.

Mais publicações

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.

Últimas publicações