16 de maio de 2021

Justiça condena empresários contratados por Marinho nas obras do Museu do Trabalhador

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Antônio Célio Gomes de Andrade e Élvio José Marussi são apontados como responsáveis por irregularidades na execução da obra na gestão do PT

 

Obras do Museu do Trabalhador foram alvo de ação na Justiça. Foto: Divulgação/PSBC-Ricardo Cassin

 

Os empresários contratados na gestão do ex-prefeito de São Bernardo pelo PT, Luiz Marinho, foram condenados em um dos processos sobre as obras do Museu do Trabalhador.

O juiz Leonardo Henrique Soares, da 3ª Vara Federal de São Bernardo, condenou os empresários Antônio Célio Gomes de Andrade e Élvio José Marussi por irregularidades na execução da obra, cujo objetivo era prestar homenagem ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ambos são apontados como dono e laranja da Construções e Incorporações CEI, empreiteira responsável pela obra. Marinho e seus secretários foram absolvidos nesta acusação.

Marussi e Andrade foram condenados por falsidade ideológica e inserção de informações falsas no quadro de sócios da Construtora e Incorporadora CEI Ltda. O primeiro foi sentenciado a 10 anos e seis meses de reclusão, mais 105 dias-multa, enquanto Andrade foi condenado a 14 anos de prisão e 182 dias-multa. As penas serão cumprias em regime fechado, porém, ambos podem esperar o resultado dos recursos em liberdade.

O ex-prefeito Marinho foi absolvido neste sentença, mas ainda é réu em outro no processo que envolve a construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador, idealizada pelo petista em 2012 e que ficou abandonada por alguns anos. O orçamento total foi de R$ 18,8 milhões.

Ainda corre contra Marinho, fruto da Operação Hefesta, deflagrada pela Polícia Federal em dezembro de 2016, a acusação de suspeita de fraudes nas licitações, desvios e superfaturamento de recursos destinados à fase preparatória da obra, que envolveu a contratação de projeto básico, estudo preliminar e estudo museológico. Três ex-secretários da gestão petista também respondem ao mesmo processo. São eles: Alfredo Buso (Planejamento), José Cloves (Obras) e Osvaldo de Oliveira (Cultura).

Segundo a peça apresentada pela Justiça, a empreiteira foi acusada de levar vantagem na licitação realizada em 2010, em troca de suposto benefício direcionado à gestão petista. O caso sobre o esquema de propinas na construção do Museu do Trabalho e do Trabalhador foi deflagrado em 2016 com a Operação Hefesta.

O ex-prefeito Marinho disse que ainda não há decisão sobre esse caso e nega irregularidades. “Aguardamos com serenidade e tranquilidade essa decisão, pois temos absoluta certeza de tudo o que fizemos nesse caso do Museu. Sempre disse que não houve nenhuma irregularidade nesse processo”, afirmou.

Quanto à decisão desta semana, afirmou que a absolvição mostra que nunca teve nada a esconder. “Recebi essa decisão com serenidade e muita alegria. E ela confirma o que eu sempre disse: que a licitação não teve nenhuma irregularidade. Sempre estive tranquilo sobre a regularidade do Museu do Trabalhador. Esta absolvição somente comprova que nunca tivemos nada a esconder”, afirmou.

Ao ser indagado como avalia a condenação dos empresários contratado em sua gestão, o ex-prefeito não comentou. “Não cabe a mim avaliar essa decisão”, finalizou.

 

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