
O São Paulo bateu o martelo pela reintegração de Arboleda ao elenco e escalou seu executivo de futebol, Rafinha, para tornar públicos os bastidores da decisão. Em entrevista ao ge, o dirigente defendeu a punição aplicada internamente e justificou por que o clube optou por não levar o caso às últimas consequências.
“O São Paulo penalizou de uma maneira que era possível. Em todos os sentidos, o São Paulo fez o que era possível. Vamos fazer o que, matar o Arboleda? Vamos crucificar o Arboleda? Não posso fazer isso. Penalizamos, mas não podemos prejudicar o clube também”, argumentou.
O rito de retorno segundo Rafinha
A volta do zagueiro não foi automática. Rafinha detalhou que houve uma reunião com o elenco, conduzida com a participação de Dorival Júnior. “Os jogadores conversaram, o Dorival conversou. Pediu desculpa para todos os jogadores. Explicou o que aconteceu com ele. O clube fez tudo o que era possível juridicamente. E decidimos reintegrá-lo.”
O executivo resumiu o dilema que norteou a escolha: “Como vou deixar o Arboleda encostado sabendo que pode ajudar? E não usar porque o Arboleda errou. Errou? Errou e foi penalizado. Foi multado. Conversou com os jogadores. Os jogadores cobraram o Arboleda. O clube penalizou. Mas eu não posso penalizar o Arboleda e ao mesmo tempo o São Paulo, deixando ele fora.”
A versão do jogador
Arboleda rompeu o silêncio e falou publicamente sobre o episódio. Atribuiu a decisão de viajar sem autorização a um quadro de depressão e pediu uma nova oportunidade para vestir a camisa tricolor.
O cálculo jurídico que pesou
O zagueiro abandonou a concentração são-paulina e ficou cerca de um mês no Equador. O ato gerou revolta nos bastidores, e a diretoria chegou a avaliar a rescisão contratual. O plano foi descartado quando os advogados do clube alertaram para um efeito colateral: Arboleda não havia atingido as 12 partidas no Campeonato Brasileiro e, com o rompimento do vínculo, poderia assinar de graça com qualquer equipe da Série A. O Tricolor arcaria sozinho com o prejuízo e veria um ativo de mercado reforçar um concorrente direto.
Antes de selar a reintegração, o clube ainda tentou negociá-lo. Santos e Vitória fizeram consultas, mas as conversas não evoluíram. O desfecho foi o retorno ao grupo principal.