
A transferência de Alan Franco para o Tigres, do México, não foi apenas mais uma negociação de mercado. Nos bastidores, o zagueiro argentino pressionou o São Paulo ao ameaçar recorrer à Justiça caso a sua saída não fosse concretizada. A insatisfação com os constantes atrasos em direitos de imagem e premiações pesou na decisão do jogador, que enxergou na proposta mexicana uma oportunidade de recomeçar com um bom contrato.
O ultimato que acelerou tudo
O estafe de Alan Franco comunicou ao clube que, se as conversas não andassem rapidamente, entraria na esfera judicial. A diretoria tricolor, ciente do risco de um litígio que aumentaria a instabilidade interna, tratou de destravar a negociação com os mexicanos e aceitou as condições propostas pelo atleta para evitar um desgaste ainda maior.
Os detalhes financeiros da venda de Alan Franco
Pelo empréstimo de uma temporada, o São Paulo receberá 500 mil dólares (cerca de R$ 2,5 milhões). Caso o Tigre exerça a opção de compra, o valor sobe para 1,5 milhão de dólares (aproximadamente R$ 7,7 milhões). Franco abriu mão dos valores atrasados que tinha a receber para que o acordo fosse selado.
A zaga em reconstrução
Titular absoluto antes da pausa para a Copa do Mundo e no clube desde 2023, Alan Franco deixa um setor que já vinha sendo alvo de críticas. O São Paulo reintegrou Arboleda e está perto de oficializar Domingos Duarte, mas a diretoria sabe que ainda precisará de ao menos mais um nome para recompor a defesa de Dorival Júnior.
