
A troca de comando no Santos veio acompanhada de um novo impacto financeiro. Com a demissão de Juan Pablo Vojvoda, o clube assumiu o compromisso de pagar R$ 9 milhões em verbas rescisórias ao treinador e sua comissão técnica. O valor será quitado de forma parcelada ao longo do ano, mas a diretoria corre contra o tempo para honrar os compromissos: caso alguma parcela não seja paga, o técnico argentino poderá acionar a FIFA para cobrar a dívida integralmente.
Vojvoda deixou o Peixe após 34 partidas, com um aproveitamento de 42% – foram 10 vitórias, 14 empates e 10 derrotas. Junto com ele, saíram os auxiliares Nahuel Martínez e Gastón Liendo, o preparador físico Luis Azpiazu, o treinador de goleiros Santiago Piccinini e o psicólogo Christian Rodrigues.
Dívida além de Vojvoda
O passivo com Vojvoda, no entanto, não é o único problema financeiro no departamento de futebol. O Santos ainda não quitou a multa rescisória de Pedro Caixinha, no valor de R$ 15 milhões, além de impostos relacionados ao contrato. O caso tramita na FIFA, e o clube português exige o pagamento integral, enquanto o Santos tenta negociar um parcelamento. Se não houver acordo, o Alvinegro pode sofrer um transferban, o que impediria a inscrição de novos jogadores.
Mudança no comando
Em meio às turbulências extracampo, o Santos volta suas atenções para a necessidade urgente de resultados dentro de campo. O time ocupa a primeira posição fora da zona de rebaixamento e busca se distanciar da degola. Para isso, a diretoria apostou na contratação de Cuca, que fará sua estreia neste domingo, contra o Cruzeiro, no Mineirão.