Em Santo André, 94% dos pais dos alunos não aceitam volta às aulas

Diante da pesquisa, Prefeitura acatou opinião da maioria e, em 2020, estudantes não retornarão às salas de aula

 

Em Santo André, 94% dos pais dos alunos não aceitam volta às aulas presenciais em escolas e creches. Foto: Divulgação/PSA-Angelo Baima

 

Os alunos da rede municipal de ensino de Santo André não voltarão às salas de aula neste ano. A decisão do prefeito Paulo Serra foi tomada nesta quinta-feira (30/07), após avaliação de pesquisa realizada pela Prefeitura com os pais e responsáveis pelos estudantes.

O levantamento mostra que cerca de 94% dos responsáveis por alunos de creches e Emeiefs (Escolas Municipais de Educação Infantil e Ensino Fundamental) de Santo André não são favoráveis ao retorno das aulas presenciais neste ano, por causa da pandemia de Covid-19. A pesquisa ouviu 21.319 pessoas.

A Prefeitura de Santo André avalia que, neste momento, a presença das crianças nas escolas aumentaria as chances de disseminação do coronavírus, colocando em risco não somente a vida dos alunos, mas dos responsáveis pelos estudantes, dos educadores e profissionais que atuam nas unidades escolares, principalmente daqueles que fazem parte do grupo de risco.

“Ainda não há por parte dos pais e mães segurança no retorno das aulas presenciais. Estamos criando ferramentas para que as alunos possam ter acesso ao conteúdo pedagógico, sem a necessidade de presença em sala”, afirmou o prefeito Paulo Serra.

A Prefeitura de Santo André já disponibiliza ações de educação a distância, por meio de atividades online ou impressas de acordo com a realidade de cada aluno e de cada região onde a escola está inserida, dando suporte aos alunos e às famílias para a continuidade dos estudos durante este período. A Secretaria de Educação está preparando plano para aperfeiçoamento dos processos e ferramentas pedagógicas que propiciem melhores resultados no processo educativo.

“Nós entendemos que é um momento de preservar a integridade física dos alunos e seus familiares e também dos nossos funcionários, porque o ambiente escolar tem peculiaridades que dificultariam muito o cumprimento dos protocolos que garantiriam a saúde de todos, principalmente na faixa etária que é atendida pelo município, entre 0 e 10 anos, além da EJA [Educação de Jovens e Adultos]. Com as crianças menores há uma dificuldade muito maior na observância aos protocolos”, frisou a secretária de Educação, Zane Macchi.

Pesquisa – Para realizar a consulta, as escolas encaminharam um questionário para as famílias, através de um formulário online. As famílias que não possuem acesso à internet foram entrevistadas pelas unidades escolares ou receberam o formulário em papel. Os responsáveis tiveram 10 dias para entregar as respostas.

No caso dos pais de estudantes das Emeiefs, que atendem crianças de 4 a 10 anos de idade, 95% disseram que não são favoráveis ao retorno imediato das aulas presenciais, sendo que 49% dos entrevistados opinaram que a melhor opção seria retorno apenas no ano que vem, 27% querem volta das atividades somente após o fim da pandemia e 19% apenas quando houver vacina contra o coronavírus. Do total de entrevistados, 5% defenderam retorno imediato das atividades em sala de aula.

Entre os responsáveis por alunos de creches, que atendem crianças de 0 a 3 anos, cerca de 93% são contrários ao retorno das aulas presenciais, sendo que 51% declaram preferir que as aulas voltem em 2021 e 28% somente após o fim da pandemia. Quando houver a vacina foi a escolha de 14% e apenas 7% disseram que voltariam a qualquer momento.

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