Conselho de Sto.André revisa tombamento do Cine Theatro Carlos Gomes

 Ato tem por objetivo atualizar os termos do tombamento, realizado na década de 1990; outros bens tombados no período também passarão por revisão

 

carlos gomes
Prefeitura de Santo André faz revisão da homologação do tombamento do Cine Theatro Carlos Gomes Foto: Divulgação/PSA-Alex Cavanha

 

Os atos oficiais da Prefeitura divulgarão, nesta terça-feira (11), a revisão da homologação do tombamento do Cine Theatro Carlos Gomes. A medida, que será referendada pelo prefeito Paulo Serra, ocorreu após processo realizado pelo Conselho Municipal de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico, Arquitetônico-Urbanístico e Paisagístico de Santo André (Comdephaapasa).

O projeto de revitalização do Cine Theatro, apresentado no mês de abril, está em linha com todas as diretrizes propostas nesta revisão. O plano de intervenções foi elaborado pela equipe de arquitetos da prefeitura e prevê a reforma, recuperação e preservação das estruturas e dos elementos protegidos pelo tombamento. A iniciativa tem como objetivo a recuperação e a reocupação do edifício, que será agora um espaço de variedades.

Mais um importante passo para garantir a preservação do Cine Theatro Carlos Gomes, sem risco de demolição, como já ocorreu no passado. Vamos revitalizá-lo respeitando o tombamento e assegurando que sua estrutura permaneça preservada, dentro de um novo contexto de uso e ocupação”, destacou o prefeito Paulo Serra.

De acordo com Marco Moretto, o vice-presidente do Conselho Municipal, a medida foi adotada com vistas à atualização do processo de tombamento, realizado na década de 1990. “O procedimento realizado naquela época era genérico. Com esta medida, pretendemos tornar mais efetiva a questão do tombamento e as diretrizes de preservação”, afirmou. Ainda, segundo o conselheiro, outros bens tombados em nível municipal na década de 1990 terão os seus termos atualizados.

Histórico

Localizado na Rua Senador Fláquer, 110, o Cine Theatro Carlos Gomes foi o primeiro espaço de difusão da arte do cinema e inaugurou uma nova uma forma de lazer coletivo na cidade. Segundo o estudo elaborado pelo Comdephaapasa, no local foram promovidas outras importantes formas de expressão cultural e de sociabilização, tais como: apresentações teatrais, concertos, óperas, revistas musicais, bailes, bailes de carnaval, entre outras. Além disso, o edifício foi um dos primeiros espaços construídos especificamente para este fim e apresenta elementos de interesse artístico como as pinturas decorativas de Luigi Cereja nas paredes laterais e acima da boca de cena.

Ainda segundo o estudo, o bem enquadra-se nas seguintes categorias de referência cultural: permanência no tempo; testemunho do modo de viver da sociedade andreense, especialmente entre as décadas de 1920 e 1960; valor simbólico; relação com a comunidade e presença na memória coletiva afetiva da cidade e impacto visual na composição da paisagem.

Por conta disso, o decreto estabelece novas diretrizes de tombamento do prédio do primeiro cinema da cidade. Entre elas, destacam-se a preservação das paredes laterais do corpo principal (plateia), bem como as paredes laterais de fundos do corpo secundário (palco e coxia) e da boca de cena italiana, os ornamentos existentes (frisos e requadros).

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