Comoção envolve enterro de GCM que morreu após agressão em Sto.André

Além de familiares e amigos, vários guardas municipais prestaram a última homenagem ao agente que morreu no exercício da profissão

GCM de Santo André é enterrado em meio a comoção. Foto: Reprodução/Redes Sociais

 

O enterro do GCM (Guarda Civil Municipal) Benedito Manoel da Silva, de 56 anos, que morreu depois de uma agressão feita por um jovem dentro do parque Celso Daniel, foi marcado de muita comoção na manhã desta sexta-feira (17/01). Além de familiares e amigos, vários guardas prestaram homenagem ao agente que morreu no exercício da profissão.

O clima era também de indignação pela forma como ocorreu a morte do GCM, considerado um homem  tolerante, educado, respeitoso e de fácil convivência.

Nesta quarta-feira (15/01) ele teve três paradas cardíacas depois que um jovem o agrediu dentro do Parque Celso Daniel. Ele foi socorrido, mas não resistiu e faleceu na madrugada desta quinta-feira (16/01).

O vice-prefeito Luiz Zacarias foi ao enterro e lamentou a intolerância do agressor diante de uma orientação dada pelo guarda no Parque Celso Daniel e falou ainda da dor da família do GCM diante do fato.

O prefeito Paulo Serra decretou luto de três dias na cidade e emitiu uma nota oficial. “Cidade chora? Chora, sim. Hoje, Santo André está chorando. A morte do cidadão, pai de família, Benedito Manoel da Silva, 56 anos, é insuportável. Machuca, dói, entristece. Mais ainda quando a causa é a associação de desrespeito e violência. Ainda mais quando ocorre no cumprimento do dever. Neste momento, duas famílias choram mais que todos nós: a do agredido e a do agressor”, afirmou.

Entenda o caso

O GCM foi agredido nesta quarta-feira (15/01) por um frequentador do Parque Celso Daniel. O guarda levou dois socos no peito e infartou.

O agente de segurança foi dar orientação ao freqüentador do parque sobre o uso de narguilé, uma espécie de cachimbo, constituído de um fornilho, um tubo longo e um pequeno recipiente contendo água perfumada, pelo qual passa a fumaça antes de chegar à boca. Pais de crianças que estavam no local se sentiram incomodados com o fato e pediram a ajuda da GCM.

O usuário, identificado pela Polícia como Giovani Aquiles, que se revoltou com a recomendação para não fumar no local e, segundo testemunhas e guardas municipais, o jovem partiu para a agressão contra o GCM, que tinha 33 anos de atuação na Corporação. Os colegas afirmam que sua atuação durante as três décadas foi exemplar.

O caso foi registrado no 4º DP de Santo André e o agressor prestou depoimento e foi liberado pela delegada Roberta Aidar Franco.

De acordo com a Secretaria de Segurança do Estado, primeiramente, o caso foi registrado como lesão corporal e resistência pelo 4º DP de Santo André. Após a morte, o caso foi registrado como comunicação de óbito pelo 1º DP do município.

2 Comentários

  1. O vagabundo agressor foi OUVIDO e LIBERADO pela delegada. Vejam como os GCMs são tratados, ainda são desrespeitados pela Delegada que é uma instituição civil, embriã da guarda civil. Esse país de merda tem que acabar

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