Aidan busca imagens de câmeras para identificar distribuição de material apócrifo

Ex-prefeito de Santo André registrou Boletim de Ocorrência e quer investigação sobre adesivos que falam sobre impugnação

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Adesivo contra ex-prefeito Aidan Ravin é espalhado no centro de Santo André. Foto: Divulgação

Para ajudar a Polícia na investigação e identificação de pessoas que distribuíram material apócrifo em Santo André, o ex-prefeito Aidan Ravin (Podemos), candidato a deputado estadual, solicitou aos comerciantes do Centro da cidade imagens de câmeras de monitoramento. Foram afixados adesivos na rua Oliveira Lima, principal centro comercial do município, e também na região próxima à Universidade Anhaguera, com os seguintes dizeres: “Não jogue seu voto fora. Dr. Aidan Impugnado”.
“Fizemos um Boletim de Ocorrência sobre esse material apócrifo falando que está impugnado. Ele não está, é só consultar o site da Justiça Eleitoral e verá que houve um indeferimento do registro e a questão está sub judice porque existe recurso. O dr. Aidan está apto e está nas urnas para ser votado”, afirmou a advogada Zoraia Fernandes Berber.
De acordo com a defesa, por meio de imagens será possível identificar os autores do crime eleitoral. “Isso é obra dos nossos adversários, pois a candidatura está bem. Andamos pela cidade e o carisma do dr. Aidan está incomodando”, completou.
A advogada acrescentou que não é a primeira eleição que o ex-prefeito enfrenta problemas em período eleitoral. Em 28 de outubro de 2012, por exemplo, quando ele disputava o segundo turno com Carlos Grana (PT), houve o caso de telemarketing falso na madrugada do dia da eleição. Cerca de 60 mil ligações foram disparadas nas quais tinha a voz de Aidan, retirada de uma entrevista, em pedia votos aos eleitores. O ex-prefeito disse que o fato pode ter influenciado negativamente porque irritou os eleitores.
O ex-prefeito, que não conseguiu a reeleição, entrou na Justiça contra o adversário, mas não obteve êxito nas ações movidas contra o petista. A empresa Seven Vox Tecnologia e Consultoria, que segundo a prestação de contas de Grana recebeu R$ 116,5 mil na campanha, teria sido a responsável pelas ligações, de acordo com acusação feita pelo ex-chefe do Executivo.