
O tenente da ROTA Ronickson Pimentel dos Santos, baleado na cabeça no final de junho em São Caetano do Sul, apresentou sinais de melhora em seu quadro clínico, segundo boletim divulgado pelo 1º Batalhão de Polícia de Choque na noite de quarta-feira (8). Apesar de o estado de saúde do oficial ainda ser considerado grave, exames recentes apontaram uma evolução positiva.
Uma tomografia de crânio revelou a redução dos coágulos residuais e uma melhora parcial do edema cerebral. O tenente, que é irmão de Eloá Pimentel (jovem morta em cárcere privado em 2008), segue internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André. Ele continua sedado, intubado e dependente de ventilação mecânica, mas com pressão intracraniana estabilizada e sem febre.
Diante da estabilidade e do controle do quadro infeccioso, a equipe médica programou para a manhã desta quinta-feira (9) a realização de procedimentos de traqueostomia e gastrostomia. Segundo o comando da ROTA, as intervenções são rotineiras em pacientes com internação prolongada e visam garantir mais segurança e conforto na continuidade do tratamento.
Investigação e caça ao atirador
Enquanto o oficial se recupera, a Polícia Civil avançou nas investigações do atentado, que teria sido planejado por uma organização criminosa após monitorar a rotina do tenente por meses. Na noite de terça-feira (7), os agentes prenderam Luiz Henrique de Oliveira Nascimento na favela de Heliópolis, na Zona Sul da capital. Ele é suspeito de ocultar a moto usada no crime e se tornou o terceiro detido no caso — nenhum deles, contudo, participou diretamente dos disparos.
O autor dos tiros foi identificado como Hércules Costa Siqueira, conhecido como “Golias” ou “Peruca”. Ele está foragido, teve a prisão temporária decretada e seu nome foi incluído na lista da Interpol. A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que levem ao paradeiro do criminoso, com denúncias anônimas pelo telefone 181.
