
A Polícia Militar prendeu, na noite de terça-feira (7) na favela de Heliópolis, Zona Sul de São Paulo, mais um suspeito de envolvimento na tentativa de assassinato contra o tenente da Rota Ronickson Pimentel dos Santos. O oficial, que é irmão de Eloá Pimentel, foi baleado na cabeça no final de junho, em São Caetano do Sul.
De acordo com as investigações, o homem detido, identificado como Luiz Henrique de Oliveira Nascimento, não teve participação direta na execução do crime. A função dele teria sido a de ocultar a motocicleta utilizada pelos criminosos no dia do atentado. Após a captura, o suspeito foi encaminhado ao Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP) para averiguação.
Com esta prisão, a investigação contabiliza três detidos. Nenhum deles, contudo, atuou diretamente nos disparos. Os dois primeiros presos são amigos de Hércules Costa Siqueira, apontado como o autor dos disparos, e teriam dado apoio logístico à fuga do criminoso.
Atirador está na lista da Interpol e recompensa é de R$ 50 mil
O executor Hércules Costa Siqueira, conhecido pelo vulgo de “Golias” ou “Peruca”, teve a prisão temporária decretada por 30 dias pela Justiça e encontra-se foragido. O nome do suspeito já foi incluído na difusão vermelha da Interpol.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) oferece uma recompensa de R$ 50 mil por informações que ajudem na localização e prisão de Hércules. O Disque Denúncia atende pelo telefone 181, com garantia de sigilo absoluto.
As investigações da Polícia Civil apontam que o ataque foi planejado e executado por uma organização criminosa que monitorou a rotina do tenente antes da abordagem. O sistema de monitoramento de São Caetano apontou que de fevereiro até junho um carro passou 96 vezes pelos radares inteligentes da cidade.
O atentado desencadeou uma série de ações da tropa de elite da PM na capital e no litoral paulista, resultando em três mortes decorrentes de intervenção policial após denúncias anônimas.
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