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Formação de profissionais com competências essencialmente humanas ganha força diante do avanço da IA nas profissões

Formação humanizada e competências que a tecnologia não substitui estão no centro da  preparação para o futuro profissional

Gislayne Jacinto
Última atualização: 04/12/2025 08:16
Por Gislayne Jacinto
Publicado 04/12/2025
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Formação de profissionais com competências essencialmente humanas ganha força diante do avanço da IA nas profissões
Formação de profissionais com competências essencialmente humanas ganha força diante do avanço da IA nas profissões. Foto: Divulgação

A discussão sobre inteligência artificial deixou de ser tendência e se tornou parte da rotina de empresas, universidades e governos. A tecnologia já impacta cadeias produtivas, redefine profissões e alimenta um debate inevitável: o que as máquinas conseguem fazer — e o que permanece como responsabilidade exclusivamente humana? Nesse contexto, cresce a pressão para que a formação profissional revele uma nova geração capaz de dialogar com a tecnologia sem abrir mão daquilo que a distingue de qualquer sistema: a capacidade de interpretar, criar, se relacionar e liderar.

Indicadores nacionais e internacionais reforçam essa urgência. Pesquisas mostram que empresas de todo o mundo têm recorrido à IA para otimizar operações e aumentar produtividade. No Brasil, estimativas da consultoria LCA 4Intelligence indicam que 31,3 milhões de empregos serão impactados, sendo 5,5 milhões com risco de automação total.

O Relatório do Futuro do Trabalho de 2025, do Fórum Econômico Mundial, aponta que 41% dos empregadores planejam reduzir equipes devido à adoção da IA, com os chamados white collar jobs entre os mais expostos.

Diante desse cenário, o educador e reitor da ESAMC, Pedro Smolka, tem defendido a centralidade da formação humana como diferencial competitivo.

Segundo ele, o mercado passa a exigir um tipo de profissional que a IA não substitui e afirma que, apesar da profundidade da automação, certas competências permanecem essenciais, sobretudo, a empatia e inteligência emocional, tão necessárias para liderar e compreender pessoas; criatividade aplicada, indispensável na geração de soluções originais; pensamento crítico e julgamento ético, fundamentais em contextos de ambiguidade; além de liderança, capacidade de influência e visão estratégica.

“Essas habilidades representam o verdadeiro valor profissional em um mundo automatizado. São elas que diferenciam o ser humano em um mercado onde a tecnologia avança rapidamente”, explica o educador.

Segundo Smolka, o desafio atual é integrar domínio tecnológico e protagonismo humano na formação universitária. Ele destaca que conteúdos de inteligência artificial foram incorporados a diferentes cursos, ampliando o repertório técnico dos estudantes e preparando-os para o uso estratégico das ferramentas digitais. Ao mesmo tempo, reforça a formação humana como eixo central e anuncia, para 2026, um curso baseado em Psicologia Positiva — inspirado em modelos de Harvard — focado em propósito, bem-estar, gestão emocional e autoconhecimento.

Para ele, tais competências orientam escolhas e lideranças em ambientes complexos. “A formação superior precisa equilibrar as duas dimensões: competência técnica para dialogar com a tecnologia e profundidade humana para construir significado”, afirma.

O medo de que a IA “roube” empregos ainda é comum entre jovens. Smolka acredita que a mensagem deve ser clara: a IA substitui tarefas, não pessoas completas e reforça que profissionais continuarão relevantes quando desenvolverem adaptabilidade, comunicação, colaboração, análise crítica, criatividade e sensibilidade humana. “A automação abre novas fronteiras. As oportunidades são maiores para quem une preparo técnico, inteligência emocional e visão estratégica”.

Com isso é infalível pensar que existe um futuro mais promissor para quem entende tecnologia, mas que também interpreta contextos, toma decisões responsáveis e se relaciona com ética — capacidades que nenhuma máquina reproduz.

Outro ponto importante para se destacar é sobre a importância de experiências que desenvolvam essas competências, como projetos reais com empresas, atividades colaborativas, debates estruturados, resolução de casos complexos e modelos de liderança compartilhada.

Feedbacks recorrentes são usados para estimular maturidade, visão ética e autoconhecimento. “O novo curso baseado em Psicologia Positiva reforçará elementos como propósito, empatia e gestão emocional, ampliando a preparação para ambientes dinâmicos”, revela o líder da ESAMC, destacando que o profissional ideal reúne três pilares: domínio técnico, competências humanas consistentes e formação emocional orientada por propósito. Essa combinação, segundo ele, cria alguém que usa a tecnologia a seu favor sem delegar à máquina seu papel essencial.

“Esse profissional toma decisões, cria, interpreta, conecta, lidera e gera impacto real. É essa síntese entre técnica e humanidade que o torna verdadeiramente insubstituível em um mercado cada vez mais automatizado”, conclui.

Sobre a ESAMC

A ESAMC é referência em ensino superior, oferecendo mais de 35 opções de cursos entre graduação presencial (bacharelado e tecnólogo), pós-graduação MBA presencial e a nova modalidade de Educação a Distância (EAD). Com mais de 20 anos de tradição, a instituição conta com 4 campus (Santos, Jundiaí, Campinas e Uberlândia) aliando inovação pedagógica, estrutura de ponta e excelência acadêmica para formar profissionais preparados para os desafios do mercado de trabalho.

Com um modelo pedagógico que integra quatro metodologias unificadas e competências atualizadas de acordo com as demandas do mercado, a ESAMC garante um aprendizado prático e eficaz. Os professores são profissionais atuantes e passam por treinamentos constantes, assegurando a qualidade do ensino. A excelência dos cursos é reconhecida pelo alto desempenho no ENADE.

Tags:avanço da IAcompetênciasforçaFormação de profissionaisprofissões

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