
O Grupo SADA atacou a cobertura jornalística depois de receber questionamentos sobre informações oficiais da Prefeitura de São Bernardo envolvendo uma dívida superior a R$ 132 milhões, além de licenças e construções ligadas às empresas do conglomerado.
Ao responder à redação, o Grupo classificou as publicações como parte de uma abordagem “desproporcional e deliberada para prejudicar a reputação do Grupo SADA”. Também afirmou que a cobertura presta “desserviço à população do ABC”.
A acusação chama a atenção. O Grupo recebeu os questionamentos, teve prazo para responder e a redação ainda ampliou o prazo justamente para garantir mais tempo ao contraditório. A SADA apresentou sua versão, e todas as respostas foram consideradas na reportagem.
A crítica à quantidade de publicações também ignora uma dinâmica conhecida por quem acompanha diariamente a imprensa da região.
ABCD Jornal, TV São Bernardo e outros veículos locais realizam collabs com frequência. A prática permite que redações e jornalistas compartilhem apurações, somem forças e ampliem o alcance de informações de interesse público.
Foi exatamente o que ocorreu neste caso: duas redações apuraram a mesma pauta e trabalharam em colaboração.
Portanto, uma reportagem aparecer em mais de um perfil não significa que diferentes veículos tenham se organizado para atacar uma empresa. É justamente o contrário: a união entre veículos fortalece a imprensa local e ajuda jornalistas da região a realizar apurações mais amplas. São as chamadas collabs, prática comum no jornalismo digital.
Por isso, chama a atenção que um grupo empresarial do porte da SADA transforme uma prática normal do jornalismo digital em argumento para acusar a imprensa de agir deliberadamente contra sua reputação.
Fazer perguntas sobre R$ 132 milhões em dívida ativa, licenças e fiscalização não é perseguição. Ouvir a empresa, publicar sua versão e confrontar informações oficiais é jornalismo.
Veja a íntegra do posicionamento do Grupo Sada
“O Grupo SADA — maior conglomerado de logística e transporte de veículos zero-quilômetro da América Latina — afirma que preza pela conformidade e todas as suas construções estão regulares ou em processos de regularização junto à Prefeitura de São Bernardo do Campo.
Dessa forma, esclarece que na manhã desta terça-feira (29/9), obteve a renovação formal do Certificado de Licenciamento Integrado (CLI) da unidade Alvarenga da SADA Transportes, em São Bernardo do Campo (SP). A certidão, já disponível para consulta pública no Portal da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), autoriza integralmente as atividades de transporte rodoviário de cargas, armazéns gerais e carga e descarga. O documento oficial desmonta especulações infundadas e atesta a plena regularidade e conformidade fiscal e operacional da unidade.
Também nesta terça-feira, a 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo concedeu liminar ao mandado de segurança impetrado pelo Grupo SADA contra a cassação do Certificado de Licenciamento Integrado (CLI) da Transzero. A Justiça entendeu que a cassação ocorreu sem notificação prévia, apresentação de contraditório e ampla defesa. Com isso, a eficácia do licenciamento foi restabelecida nos seus termos e prazo de validade originais.
- O Grupo Sada reconhece a dívida de R$ 132.695.943,93 informada pela Prefeitura? Os valores são objeto de contestação administrativa ou judicial?
Sobre este tema, o Grupo esclarece que está discutindo na Justiça os critérios de cobrança do IPTU adotados pela Prefeitura de São Bernardo do Campo em relação aos imóveis vinculados às suas operações. A divergência técnica refere-se à caracterização das edificações e aos valores atribuídos às mesmas. Sendo assim, aguarda manifestação em primeira instância, mas mantém as devidas garantias financeiras prestadas em juízo. Ou seja, caso a Justiça reconheça qualquer valor como devido, o Município poderá recebê-lo prontamente, pois os recursos já estão assegurados. Não há, portanto, risco de perda ou prejuízo aos cofres públicos em razão da discussão judicial. - Existe alguma negociação, parcelamento, conciliação ou outra tratativa relacionada a esses débitos?
O Grupo SADA confirma que mantém diálogo institucional com a Prefeitura para buscar soluções administrativas e esclarecer as questões relacionadas aos processos regulatórios e de licenciamento em andamento. - Qual é a situação atual da licença e do EIV da Transzero? A empresa permanece em atividade em São Bernardo?
Nesta terça-feira, a 2ª Vara da Fazenda Pública de São Bernardo do Campo concedeu liminar ao mandado de segurança impetrado pelo Grupo SADA contra a cassação do Certificado de Licenciamento Integrado (CLI) da Transzero. A Justiça entendeu que a cassação ocorreu sem notificação prévia, apresentação de contraditório e ampla defesa. Com isso, a eficácia do licenciamento foi restabelecida em seus termos e prazo de validade originais. - Qual é a situação atual da licença da Sada Transportes e Logística?
A situação está totalmente normalizada. Na manhã desta terça-feira (29/9), a empresa garantiu a renovação formal do Certificado de Licenciamento Integrado (CLI) da unidade Alvarenga da SADA Transportes, em São Bernardo do Campo (SP). A certidão, já disponível para consulta pública no Portal da Junta Comercial do Estado de São Paulo (JUCESP), autoriza integralmente as atividades de transporte rodoviário de cargas, armazéns gerais e carga e descarga. O documento oficial desmonta especulações infundadas e atesta a plena regularidade e conformidade fiscal e operacional da unidade. - Como o grupo se posiciona sobre a afirmação da Prefeitura de que existem construções irregulares relacionadas às empresas e de que outros CNPJs estão sendo averiguados?
Mais uma vez, o Grupo reforça o seu compromisso com a conformidade e informa que todas as suas construções estão regulares ou em processo de regularização junto à Prefeitura de São Bernardo do Campo.
Sobre o compromisso com a verdade
Por fim, o Grupo SADA reitera que sempre foi e continuará sendo um defensor intransigente da liberdade de imprensa e do papel fundamental do jornalismo em uma sociedade democrática. Contudo, a verdadeira liberdade editorial traz consigo a responsabilidade ética do contraditório, da imparcialidade e do tratamento igualitário a todas as partes envolvidas.
A publicação de matérias em sequência, em curto intervalo, com pedidos de posicionamento sistematicamente iguais e sobre questões ainda em tramitação, evidencia, mais uma vez, uma abordagem desproporcional e deliberada para prejudicar a reputação do Grupo SADA. Além disso, presta um desserviço à população do ABC e fere os princípios básicos do bom jornalismo”.
