Após os atos de vandalismo registrados neste domingo (11/10) nas estações Brigadeiro, Trianon-MASP e Consolação, a Companhia do Metropolitano de São Paulo (Metrô) intensificou as medidas operacionais e jurídicas para mitigar os danos e responsabilizar os autores do crime.
Limpeza e substituição de estruturas
As equipes de manutenção, que iniciaram os trabalhos ainda durante a madrugada, seguem atuando no mutirão de limpeza e conservação. As ações concentram-se na remoção de pichações e adesivos espalhados pelas paredes internas, corrimãos de escadas rolantes e fixas, além do interior do trem afetado.
Para restabelecer a integridade das coberturas dos acessos à Avenida Paulista, a companhia já formalizou o processo de aquisição de cinco novas placas de vidro. O Metrô reforça que os passageiros que circulam pelo trecho não correm risco: os vidros atingidos contam com películas de proteção de alta resistência, projetadas para manter os fragmentos presos e evitar acidentes.
Identificação dos responsáveis
No âmbito legal, o Metrô registrou boletim de ocorrência e colocou à disposição das autoridades policiais todo o acervo de imagens captadas pelo sistema de circuito fechado de televisão (CFTV).
As câmeras da rede metroviária estão integradas ao Muralha Paulista, programa governamental de inteligência e segurança pública. As filmagens serão utilizadas no trabalho de perícia e identificação dos suspeitos, visando o ressarcimento dos prejuízos causados ao patrimônio público e a aplicação das sanções cabíveis.
Procurada, a SSP ( Secretaria da Segurança Pública do estado de São Paulo) emitiu uma nota:
“A Polícia Militar acompanhou, no domingo (11), uma manifestação realizada na Avenida Paulista, na região central de São Paulo. Durante o ato, placas de vidro das entradas das estações do Metrô foram danificadas e houve registros de pichações no local. A dispersão ocorreu sem nenhuma ocorrência grave.
A Polícia Civil irá analisar as imagens do sistema de monitoramento do Metrô, além das demais câmeras integradas ao Muralha Paulista na região, para identificar e responsabilizar os autores dos danos”.
