
O presidente e candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o candidato ao governo de São Paulo, Fernando Haddad (PT), realizaram neste sábado (3) a última grande agenda pública antes do primeiro turno das Eleições 2026. A caminhada partiu das imediações da Avenida Paulista e percorreu a Rua Augusta até a Praça Roosevelt, no centro da capital paulista.
O ato de encerramento da campanha reuniu diversas lideranças políticas e aliados da coligação, incluindo o candidato a vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB), além de Marina Silva (Rede) e Simone Tebet (PSB).
Atrito com a Polícia Militar
Apesar do clima de mobilização das militâncias, a concentração do evento teve um momento de fricção antes da chegada dos principais candidatos. Integrantes da organização da campanha e agentes da Polícia Militar de São Paulo se desentenderam quando a corporação solicitou que os carros de som descessem a Rua Augusta de forma mais célere, com o objetivo de desobstruir o tráfego nas vias transversais.
Liberação e regras da Justiça Eleitoral
A realização do evento esteve incerta até a véspera. Na sexta-feira (2), o Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) autorizou a caminhada por 5 votos a 1, derrubando uma restrição imposta anteriormente pela Subprefeitura da Sé.
A polêmica começou após a Prefeitura de São Paulo impor limites para o uso da Avenida Paulista na reta final do pleito. Ao liberar a mobilização, o TRE-SP ressaltou que a intenção original de manter a área desimpedida visava assegurar a logística e o fluxo operacional do dia da eleição, e não coibir atos políticos.
Para permitir a caminhada, a Justiça Eleitoral fixou condições estritas: o ato não poderia bloquear integralmente o fluxo de veículos nem comprometer a mobilidade urbana, devendo a organização acatar rigorosamente as determinações de segurança da Polícia Militar e do tráfego da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET).
