
A Polícia Militar de São Paulo deu início nesta terça-feira (22) a um novo modelo de patrulhamento tático voltado ao combate direto a roubos e furtos na capital paulista. Batizada de BRAvO (Batalhão de Resposta Avançada Operacional), a unidade estreia com um efetivo de 250 policiais e 150 motocicletas, projetada para agir com agilidade em áreas críticas e driblar o trânsito da metrópole.
O grande diferencial do batalhão está na estratégia de deslocamento dinâmico e na força de resposta. Entre as motocicletas em operação, 16 contarão com sistema de dupla: um policial na pilotagem e outro na garupa. A configuração permite que o segundo agente desembarque rapidamente para prestar apoio tático em abordagens e ocorrências de alto risco. Policiais habilitados da unidade também passarão a circular portando armamento de alto calibre, como fuzis.
De acordo com a Secretaria da Segurança Pública (SSP), a atuação do BRAvO não será fixa, mas direcionada pelo sistema de inteligência e dados de manchas criminais do programa Muralha Paulista. Dessa forma, as equipes serão alocadas e remanejadas em tempo real para os locais onde houver maior índice de crimes ou mudanças repentinas nos padrões de ocorrência.
“O BRAvO transforma informação em ação policial. A inteligência nos ajuda a identificar onde o crime está acontecendo e a mobilidade permite colocar rapidamente policiais preparados nesses pontos. É uma estrutura pensada para ampliar a presença do Estado e a capacidade de resposta onde ela é mais necessária”, destacou o secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.
Além da agilidade em vias de difícil acesso e corredores congestionados — locais onde viaturas de quatro rodas enfrentam limitações —, a SSP confirmou que todos os agentes do novo batalhão atuarão equipados com câmeras corporais operacionais durante os patrulhamentos e abordagens na cidade.
