
A Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae) realizou, nessa sexta-feira (27), uma ação de limpeza nas margens da Represa Billings, localizada na região da Ilha do Bororé, na zona sul da capital paulista. A iniciativa, em parceria com a Casa Ecoativa, contou com trabalho voluntário de colaboradores da companhia e participação da comunidade local.
Aberta ao público, a atividade convidou moradores e interessados a colaborar na coleta de resíduos nas margens da represa, reforçando a importância da preservação de um dos principais patrimônios hídricos e ambientais da Grande São Paulo. O ponto de encontro aconteceu na chegada da balsa na Ilha do Bororé, com concentração às 8h30 e encerramento às 12h.
“O Reservatório Billings completou 100 anos no ano passado e continua sendo fundamental para a Região Metropolitana de São Paulo. A participação da comunidade em iniciativas como essa ajuda a fortalecer a consciência ambiental e a preservação desse patrimônio coletivo”, afirma Rafael Strauch, diretor-presidente da Emae.
A mobilização contou com a presença de representantes institucionais da região, como o subprefeito da Capela do Socorro, Antônio Aparecido Cardoso, além de integrantes de secretarias municipais, da Guarda Civil Metropolitana Ambiental e da Secretaria do Verde e do Meio Ambiente. Para incentivar a educação ambiental, estudantes também foram convidados a participar da atividade.
Para apoiar os voluntários, a ISA Energia forneceu sacos de lixo e luvas para a coleta dos resíduos. A Emae participou com mão de obra voluntária, enquanto a Sabesp foi acionada para apoiar com o fornecimento de água para os participantes.
Preservação da Billings
Com área de 106,6 km² e capacidade de armazenamento superior a 1 bilhão de metros cúbicos de água, o Reservatório Billings está presente em sete municípios: São Paulo, São Bernardo do Campo, Diadema, Cubatão, Ribeirão Pires, Rio Grande da Serra e Santo André.
“A Billings nasceu com a missão de gerar energia, mas ao longo de um século passou a desempenhar um papel muito mais amplo para São Paulo e toda a região metropolitana. Hoje ela contribui para o abastecimento de água, o controle de cheias, a mobilidade por balsas e também para o lazer da população. Preservar esse reservatório é fundamental para o futuro da cidade”, afirma Rafael Strauch.
Atualmente, a Billings concentra múltiplos usos e serviços, apoiando o abastecimento público, o transporte hidroviário por balsas, oferecendo áreas de lazer com mais de 40 parques em seu entorno e abrigando a maior usina fotovoltaica flutuante do país.
Durante períodos de chuvas intensas, a Emae realiza operações preventivas de controle de cheias, direcionando águas do Rio Pinheiros para o reservatório para reduzir o risco de transbordamentos.
A Billings também abriga iniciativas de sustentabilidade, como a Usina Fotovoltaica Flutuante Araucária, desenvolvida em parceria com a KWP Energia. Instalada sobre a lâmina d’água, a planta conta com 10.500 painéis solares e gera energia 100% limpa e renovável.
Inserido em uma área urbana em rápida expansão, o reservatório também é estratégico para a recuperação ambiental da região. Em 2025, a Emae anunciou investimento de R$ 3,2 milhões para o plantio de 100 mil mudas ao longo de 100 km nas margens da Billings e do Rio Pinheiros, contribuindo para a formação de corredores ecológicos e para a conservação da biodiversidade.
A companhia também contribui para a mobilidade urbana por meio do transporte por balsas no reservatório, que movimenta anualmente mais de 1,9 milhão de passageiros e mais de 2 milhões de veículos nas travessias de Bororé, Taquacetuba e João Basso.
A ação de limpeza na Ilha do Bororé reforça o compromisso da Emae com a preservação ambiental e com o engajamento da sociedade na proteção de um dos mais importantes reservatórios da região.
