
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) reconheceu oficialmente a falha de arbitragem na partida entre Palmeiras e Fluminense, realizada na última quarta-feira, 25, pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O árbitro Felipe Fernandes de Lima, de Minas Gerais, permitiu que o Verdão desse a saída de bola tanto no primeiro quanto no segundo tempo, contrariando as regras da modalidade.
De acordo com o regulamento, a equipe que inicia a primeira etapa com a posse de bola deve dar lugar ao adversário no reinício do jogo após o intervalo. No confronto no Allianz Parque, no entanto, o Palmeiras voltou a rolar a bola no segundo tempo, e a irregularidade passou despercebida pela arbitragem.
Veja a nota da CBF
Em nota oficial divulgada nesta quinta-feira, a Comissão de Arbitragem da CBF confirmou o erro de procedimento e informou que o árbitro já foi advertido internamente.
“Em Palmeiras x Fluminense, ontem, pela 4ª rodada do Campeonato Brasileiro, ao reiniciar a partida no segundo tempo, o árbitro Felipe Fernandes de Lima (MG) deu novamente a saída de bola para o time paulista. A Comissão de Arbitragem da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) tomou ciência do ocorrido e o árbitro já foi devidamente advertido”, diz trecho da nota.
A entidade destacou ainda que, apesar da falha, não houve prejuízo esportivo. “A avaliação da comissão é que o erro de procedimento não trouxe prejuízo ao jogo, pois assim que a partida foi reiniciada, o Fluminense adquiriu a posse de bola e não houve sanção disciplinar, gol ou fato relevante imediatamente subsequente”, completou.
Anulação do jogo é descartada
A possibilidade de o resultado ser anulado chegou a ser levantada por parte da torcida, mas especialistas e o próprio regulamento afastam essa hipótese. O artigo 259 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) estabelece que uma partida só pode ser invalidada caso ocorra “erro de direito suficientemente relevante para alterar o resultado”.
Como a falha não influenciou no placar — o jogo terminou 2 a 1, mesmo resultado do primeiro tempo —, a tendência é que o caso seja arquivado e o foco recaia apenas sobre a punição administrativa ao árbitro.