
A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) enviou ofícios à FIFA e à UEFA nesta quinta-feira, 19, solicitando rigor máximo na punição dos responsáveis pelo novo caso de racismo cometido contra Vinicius Jr., desta vez durante partida da Liga dos Campeões. Nos documentos assinados pelo presidente Samir Xaud, a entidade brasileira reforça a necessidade de que as ocorrências sejam tratadas com severidade e que os culpados sejam identificados e punidos de forma exemplar.
Ações junto às entidades
À FIFA, a CBF agradeceu o posicionamento público de solidariedade de seu presidente, Gianni Infantino, e destacou as recentes alterações nos artigos 15 e 30 do código disciplinar da entidade, que ampliam os mecanismos de combate à discriminação no futebol.
Já à UEFA, a confederação brasileira lembrou que a entidade europeia é referência no enfrentamento ao racismo, com políticas consolidadas de prevenção e sanção. A carta menciona ainda o artigo 2 do estatuto da UEFA, que prevê a promoção do futebol livre de discriminação, e o artigo 7bis, que obriga as federações filiadas a adotarem medidas efetivas contra ofensas raciais, incluindo punições severas.
A CBF também formalizou um pedido de investigação aprofundada sobre os atos contra Vinicius Jr., solicitando que o depoimento da vítima e de testemunhas seja considerado para que os envolvidos sejam identificados e punidos com o máximo rigor.
O que aconteceu com Vini Jr.?
O episódio ocorreu após Vinicius Jr. marcar o gol da vitória do Real Madrid sobre o Benfica. Ao comemorar dançando, como de costume, o jogador provocou a irritação da torcida adversária e também de atletas do time português, gerando uma confusão em campo.
Durante as discussões, o brasileiro estava próximo do atacante argentino Gianluca Prestianni, que levantou a camisa na altura do rosto. Segundo Vinicius Jr., o jogador do Benfica o chamou de macaco na ocasião.
Após a partida, o francês Mbappé declarou à TNT Sports que Prestianni teria repetido a ofensa racial pelo menos cinco vezes, diretamente para o atacante brasileiro.
Em pronunciamento na noite do mesmo dia, Prestianni negou as acusações e afirmou ter sido vítima de ameaças por parte de jogadores do Real Madrid.