
Enquanto o Santos lamentava a eliminação no Paulistão, nos escritórios do São Paulo a notícia foi recebida com certo alívio. Não por rivalidade, mas por logística. Com o Novorizontino garantido na semifinal como melhor campanha geral, o Tricolor escapou de um imbróglio que prometia dor de cabeça: os shows do AC/DC no MorumBis.
A turnê da banda australiana já está com os palcos montados desde 12 de fevereiro. O primeiro show acontece na terça-feira, 24, e o último está marcado para 4 de março. O problema é que as quartas de final do Paulistão foram disputadas exatamente nos dias 21 e 22 — ou seja, o São Paulo já não poderia mandar seu jogo contra o Bragantino no estádio. Mas, como se classificou em sexto lugar, atuou como visitante e o impasse foi evitado.
Agora, na semifinal, o cenário se repete. As partidas de ida estão marcadas entre 28 de fevereiro e 1º de março, justamente quando o MorumBis receberá o primeiro show da banda. Com Novorizontino e Palmeiras donos das duas melhores campanhas, o São Paulo volta a jogar fora de casa na ida — e, neste caso, sem nenhum prejuízo de mando.
A final, marcada para os dias 4 e 8 de março, ainda pode ter o MorumBis como palco, mas apenas se o Tricolor estiver entre os dois finalistas e tiver a melhor campanha. O primeiro jogo da decisão, que caberia ao time de pior retrospecto, está agendado exatamente para 4 de março, data do último show da banda. Ou seja, se o São Paulo for o visitante na primeira partida, o estádio estará indisponível. Se for o mandante, poderá receber a decisão em casa — mas apenas o segundo jogo.
Plano B do São Paulo em Campinas
Diante das críticas da torcida pela priorização de shows no estádio, a diretoria são-paulina já se movimenta nos bastidores. O Brinco de Ouro da Princesa, estádio do Guarani com capacidade para cerca de 20 mil pessoas, surge como a principal alternativa para mandar jogos, caso necessário.
Diferente de outras ocasiões, o clube não procurou a Vila Belmiro desta vez. A preferência, internamente, é por uma solução no interior paulista, mais próxima logisticamente e com menos ruído político do que um acordo com o rival santista.