
Muricy Ramalho pediu demissão do cargo de coordenador-geral do São Paulo nesta sexta-feira (23), encerrando sua ligação institucional com o clube na gestão iniciada em 2021. A decisão foi motivada por questões de saúde – ele recentemente passou por uma cirurgia no joelho e enfrenta a necessidade de uma nova intervenção –, optando pelo desligamento em vez de um afastamento licenciado.
Considerado um dos maiores ídolos da história são-paulina, Muricy deixa um legado significativo também na função executiva. Em sua passagem pela coordenação-geral, o clube conquistou três títulos: o Campeonato Paulista de 2021, a Copa do Brasil de 2023 e a Supercopa do Brasil de 2024. Sua trajetória anterior como técnico já o havia consagrado, com o tricampeonato consecutivo do Brasileirão (2006, 2007, 2008) e a memorável campanha que evitou o rebaixamento em 2013.
Rafinha é o principal nome para a sucessão de Muricy
Com a saída de Muricy, a diretoria do São Paulo já mira um substituto com perfil específico: o ex-lateral Rafinha. A ideia é que um ex-jogador de prestígio, com boa relação com o elenco e habilidade de gestão, possa atuar como um elo entre a diretoria e o vestiário no dia a dia do CT da Barra Funda. A avaliação interna é de que o recente cenário de instabilidade política impactou negativamente o ambiente de trabalho, e um nome como o de Rafinha poderia ajudar a restabelecer a harmonia.
Ainda não há confirmação sobre o interesse do ex-atleta em assumir a posição, mas ele deve ser formalmente convidado pelo clube nos próximos dias.