
Na mesma tarde em que Júlio Casares renunciou e o diretor social Dedé foi afastado, o São Paulo viu a troca em mais um nome importante de sua estrutura interna. Marcio Carlomagno, superintendente do clube e braço direito do ex-presidente, deixou seu cargo após 21 anos de casa, em um acordo com a nova gestão interina de Harry Massis.
Carlomagno era um profissional de longa data no clube, tendo atuado como administrador do estádio, diretor de planejamento e assessor da presidência, passando pelas gestões de Aidar, Leco e Julio Casares. Com o afastamento de outro executivo, Carlos Belmonte, no início do ano, ele havia ganhado ainda mais protagonismo e chegou a ser cotado como possível candidato à sucessão presidencial.
Fim do Prestígio de Carlomagno
No entanto, seu prestígio ruiu após ser citado nas investigações sobre um suposto esquema de venda irregular de camarotes no Morumbi, conforme gravações que envolveram o diretor de base Douglas Schwartzmann. Carlomagno nega qualquer participação no caso.
Sua saída, assim como a de Dedé, faz parte da reestruturação promovida pelo presidente interino Harry Massis após o turbulento processo que levou ao impeachment e à renúncia de Casares. A próxima eleição para a presidência do clube está marcada para o final da temporada.
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