
O processo de impeachment de Julio Casares no São Paulo entrou em uma nova fase. Após o afastamento preventivo aprovado pelo Conselho Deliberativo, a decisão final agora cabe aos sócios do clube, que terão até 30 dias para confirmar ou reverter a destituição.
Em uma Assembleia Geral, convocada até 16 de fevereiro, será necessária maioria simples dos votos para oficializar o impeachment. Se a maioria dos sócios votar contra, Casares retornará ao cargo. Caso seja confirmado, ele será removido definitivamente da presidência.
A possibilidade de renúncia
Diante deste cenário, Casares avalia a possibilidade de renunciar antes da Assembleia Geral. A decisão tem implicações diretas em seus direitos políticos no clube:
Se for destituído pela assembleia, ficará inelegível por 10 anos e não poderá integrar nenhuma diretoria no período.
Se renunciar antes, poderá se candidatar novamente já nas próximas eleições, em 2029.
Quem assume no comando?
Enquanto o processo segue seu curso, o clube está sob o comando interino de Harry Massis Junior, de 80 anos, que era vice-presidente de Julio. Ele permanecerá no cargo até o final do ano, quando novas eleições estão previstas.
Massis é sócio do São Paulo desde 1964, conselheiro vitalício e integrava o grupo Vanguarda, que apoiava Casares, mas já havia deixado a coalizão antes da crise que levou ao impeachment.