
Em sua apresentação como reforço do São Paulo nesta terça-feira (13), o zagueiro Dória abordou diretamente a crise política que envolve o presidente Julio Casares, alvo de um possível processo de impeachment. O defensor, com experiência em cenários turbulentos, enfatizou que a responsabilidade dos atletas é isolar o ruído externo e manter o desempenho em campo.
“São situações que ocorrem no futebol. Passei por algo parecido no Botafogo. Acredito que a solução vem dos jogadores, com mentalidade forte para trabalhar e buscar resultados, sem usar contexto externo como justificativa”, declarou.
Dória relembrou ainda um episódio vivido no futebol mexicano: “No México, houve um período em que o proprietário do clube nem podia entrar no país devido a investigações fiscais. Ainda assim, seguimos trabalhando. A esfera política não interfere no nosso cotidiano. Desde que cheguei aqui, não me faltou nada.”
Retorno ao Tricolor após 11 anos
O jogador, que atuou pelo São Paulo por seis meses em 2013, destacou o significado do retorno. Na época, o Olympique de Marseille impediu a permanência. “O São Paulo me marcou profundamente. Cheguei com 20 anos, foram seis meses muito intensos. O time estava bem e fiquei com o desejo de voltar. Graças a Deus pude realizar esse sonho de retornar a um clube tão grande”, afirmou.
Ele também mencionou a estrutura do clube e o peso da camisa: “São Paulo é São Paulo. Por isso, não havia como recusar a proposta.”
Integração e estreia no São Paulo
Dória já treina com o elenco e vestirá a camisa 4. Ele citou antigos companheiros como Wendell, Luciano, Alisson e Rafael Tolói, que hoje também atuam pelo clube. Para o jogo contra o São Bernardo, nesta quinta-feira (15), a expectativa é que o zagueiro inicie entre os reservas, visando integração gradual ao time.