
Durante evento político em São Caetano do Sul, o candidato ao Senado Guilherme Derrite (PP) intensificou os ataques à condução do Senado Federal e voltou a defender o impeachment do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes. A declaração ocorre no esteio dos desdobramentos sobre os áudios e mensagens revelados pela Polícia Federal, que indicam articulações entre Moraes e o banqueiro Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master.
Para uma plateia de apoiadores e lideranças locais, Derrite classificou a atuação do Senado como “uma vergonha para a nação brasileira” por conta da postura omissa diante dos pedidos de afastamento que chegam à Casa. O candidato pontuou que a existência de mais de uma centena de representações contra magistrados de nada adiantam sem o respaldo do comando do Congresso Nacional.
“O que adianta ter 1.109 pedidos se você tem um presidente do Senado Federal que não tem estatura moral para apresentar e pôr para votação o impeachment? O regimento interno dá muito poder ao presidente. Se ele não quiser pautar, não põe”, declarou Derrite.
Ao projetar o cenário político, Derrite reforçou a necessidade de formar uma maioria conservadora e de direita na próxima legislatura. Segundo ele, o impeachment de ministros do STF e a recomposição do equilíbrio institucional figuram como metas prioritárias caso seja eleito. O candidato defendeu ainda a troca do comando do Congresso, sinalizando apoio ao nome do senador Rogério Marinho (PL-RN) para a presidência da Casa Alta a partir do próximo ano.
Interpelado sobre a repercussão do caso na mídia e os apelos de setores da imprensa pela renúncia de Moraes, Derrite avaliou que a situação se tornou insustentável na avaliação da sociedade. Para o postulante, mesmo veículos tradicionalmente alinhados ao espectro progressista passaram a admitir a gravidade das revelações e a cobrar o desligamento do ministro.
A pressão sobre o Supremo Tribunal Federal intensificou-se nas últimas semanas com a divulgação de relatórios da Polícia Federal, provocando novas investidas e pedidos formais de impeachment formulados pela oposição na tentativa de paralisar as votações do legislativo até que haja providências sobre a conduta do magistrado.
Esta declaração de Guilherme Derrite reflete sua postura política sobre a atuação do Supremo Tribunal Federal, conforme abordado na cobertura de Derrite defende impeachment de ministros do STF, onde o candidato argumenta abertamente sobre a necessidade de reformas e de alteração da composição política no Senado para permitir a análise desses requerimentos.
