
O senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), cumpriu agenda política na região do Grande ABCD. O parlamentar esteve reunido no restaurante Vivano, em São Caetano do Sul, com empresários e importantes lideranças políticas locais, entre elas o prefeito Tite Campanella e o deputado estadual Thiago Auricchio.
Durante o encontro, Flávio discursou sobre a responsabilidade de dar continuidade ao legado de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro e afirmou que não responde processos criminais. “Ver minha vida virada do avesso mais uma vez, como já tinham virado 11 anos para trás… Balançaram, chacoalharam, me colocaram de pé em praça pública de cabeça para baixo e o que acharam? Nada. Porque eu sou filho do Bolsonaro, não sou filho do Lula”, declarou o senador.
Segurança pública e ameaças
Em sua fala ao setor produtivo e às lideranças da região, o parlamentar enfatizou o endurecimento de suas pautas no Congresso Nacional, ressaltando o projeto de classificar facções criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC), na categoria de organizações terroristas. Segundo Flávio, o posicionamento gerou uma reação imediata das organizações criminosas.
“Bastou eu falar que ia classificar o PCC como grupo terrorista para o pessoal da minha proteção relatar que as ameaças de morte subiram em mais de 150%. A rotina da minha família foi completamente alterada, com segurança dobrada e monitoramento constante”, afirmou ao citar 1,8 miçl ameaças de morte recebidas até agora.
Diagnóstico econômico e críticas ao Judiciário
Ao avaliar o quadro econômico do país, o pré-candidato apontou a perda do poder de compra da população e mencionou relatos de cidadãos e comerciantes sobre as dificuldades para fechar o orçamento do mês, citando o parcelamento de refeições e despesas correntes do dia a dia.
Flávio Bolsonaro também criticou a atuação do Judiciário e o tratamento dispensado pela imprensa às acusações políticas, contestando qualquer comparação de seu nome com as condenações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no âmbito da Operação Lava Jato. O senador destacou que não responde a nenhum processo criminal e não possui investigações abertas contra si.
