
A utilização de windbanners e bandeiras ao longo das vias públicas costuma gerar bastante debate durante os períodos de campanha. De um lado, esse tipo de material é defendido por candidatos como uma forma acessível e visível de apresentar candidaturas e propostas à população. Por outro lado, traz transtornos frequentes para quem circula pelas cidades.
O descumprimento das regras de mobilidade urbana e dos horários estipulados pela legislação eleitoral compromete diretamente o bem-estar da comunidade. Quando as estruturas deixam de ser itens temporários e passam a ocupar calçadas fora do horário permitido (das 6h às 22h), elas se transformam em obstáculos para pedestres — especialmente pessoas com deficiência, idosos e carrinhos de bebê —, além de gerarem poluição visual e riscos à segurança no trânsito ao cobrir a visibilidade de motoristas e pedestres em travessias.
O abandono de materiais sem identificação partidária ou de candidatura dificulta a fiscalização e a responsabilização, reforçando a percepção de falta de zelo pelo espaço público. Para que a propaganda cumpre seu papel democrático sem prejudicar a rotina da cidade, o respeito estrito aos horários de retirada e à livre circulação é fundamental.
