
A moradora Renata Bastos Sousa vive dias de angústia e travessia contra o tempo. Ela faz um apelo desesperado para conseguir a transferência hospitalar de seu filho, Isaac Ryan Bastos Gomes, de apenas 4 meses. O bebê está internado no Hospital de Urgência (HU) de São Bernardo do Campo e foi diagnosticado com cardiopatia hipertrófica, uma condição cardíaca grave que exige acompanhamento e estrutura de alta complexidade.
Segundo Renata, a família aguarda com urgência a liberação de uma vaga em uma unidade de referência em cardiologia pediátrica na capital paulista, como o Instituto do Coração (InCor) ou o Dante Pavanese. O nome do bebê já está inserido no sistema da Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross).
“Meu único desejo é que ele consiga a transferência e tenha acesso ao tratamento de que precisa”, desabafou a mãe, emocionada.
O papel da Cross e a busca por leitos
Questionada sobre a situação do paciente, a Secretaria de Estado da Saúde, por meio de nota da Cross, informou que o caso de Isaac está em andamento. A Central esclareceu que atua estritamente como intermediadora entre o hospital de origem (HU de São Bernardo) e os serviços de referência, e que aguarda o retorno dos hospitais especializados para definir qual unidade está apta a receber o bebê.
Ainda segundo o órgão, a liberação não depende apenas da Central:
Avaliação dos hospitais: As unidades de destino avaliam a disponibilidade de leitos com base na sua capacidade instalada.
Critério de gravidade: O sistema online funciona 24 horas por dia e prioriza os casos mais graves e urgentes de todo o Sistema Único de Saúde (SUS).
Limitação: A Cross ressaltou que “não possui gestão direta sobre a criação ou ampliação de leitos”, dependendo da liberação física das vagas por parte dos hospitais municipais, estaduais ou filantrópicos.
Leia a nota do Estado na íntegra
“A Central de Regulação de Ofertas e Serviços de Saúde (Cross) informa que aguarda retorno dos hospitais especializados em cardiologia pediátrica para definição da unidade de referência apta a receber o paciente I.R.B.G. A Cross realiza a solicitação de vaga, enquanto os hospitais avaliam a disponibilidade de atendimento, considerando a capacidade instalada e a demanda de outros casos que também aguardam encaminhamento.
A Cross atua como intermediadora entre os serviços de origem e os serviços de referência. Seu papel é identificar a vaga mais adequada e disponível para cada paciente, em hospitais municipais, estaduais ou filantrópicos habilitados para o atendimento necessário. A Central não possui gestão direta sobre a criação ou ampliação de leitos.
A regulação das vagas de cuidados intensivos ou de alta complexidade é gerenciada pela Cross. A Central possui um sistema online que funciona 24 horas por dia e busca vaga disponível em serviços de saúde do SUS, preferencialmente na região de origem do paciente, com disponibilidade e capacidade para atender cada caso, priorizando os mais graves e urgentes.
Além da regulação de leitos, a Cross também gerencia a busca e viabilização de outros recursos essenciais ao atendimento do paciente, como consultas especializadas, exames e procedimentos. Esse processo ocorre quando a unidade de saúde ou o município de origem não dispõe do serviço necessário, seja em casos hospitalares (urgências e emergências) ou ambulatoriais (atendimentos agendados e não emergenciais). Assim, a Cross atua como mediadora, identificando a melhor alternativa disponível na cidade mais próxima para garantir a continuidade do cuidado”.
