O desaparecimento de Letícia Roberta Alves de Melo, de 30 anos, tem mobilizado parentes e amigos em uma busca incessante por respostas na Zona Leste da capital paulista. A jovem sumiu por volta da meia-noite do último sábado, dia 13 de junho de 2026, no bairro Parque Santa Madalena, logo após retornar de um hospital onde havia levado seu filho de apenas dois meses para uma consulta médica. Letícia, que construiu sua vida em São Bernardo do Campo, no ABC Paulista, havia se mudado para a capital há cerca de quatro meses.
Segundo o relato de familiares e as informações registradas no Boletim de Ocorrência junto ao 70º Distrito Policial (Vila Ema), Letícia chegou em casa, deitou os filhos menores na cama e percebeu que havia esquecido o telefone celular na residência de uma amiga, localizada nas proximidades. Ela então pediu para seu primo de 14 anos olhar o bebê rapidamente, trocou o tênis por um chinelo e saiu a pé para recuperar o aparelho. Desde então, ela não foi mais vista.
No momento do sumiço, Letícia vestia uma calça legging preta, top verde, jaqueta jeans branca e calçava chinelos pretos da marca Nike (modelo Asuna). Ela saiu sem portar documentos pessoais ou dinheiro. O celular da jovem permanece desligado, e sua conta na rede social Instagram (@leticia_roberta1304), principal meio de comunicação com conhecidos, segue inativa.
A Via-Crúcis da Família
Em desabafos compartilhados entre pessoas próximas, os familiares relatam a dolorosa rotina que têm enfrentado desde o sumiço da jovem. “Já percorri vários hospitais, fui na delegacia, fiz BO, voltei na delegacia ontem para ver se eles tinham alguma informação… a gente foi até no IML, no IML Leste, que fica no Artur Alvim. Graças a Deus, minha filha não está em nenhum hospital, não estava nesse IML também. São caminhos que a gente não quer percorrer, mas infelizmente a gente tem que tentar buscar alternativas”, descreve o relato materno obtido pela família.
Os parentes expressam o mistério e a angústia que cercam o caso: “Ao mesmo tempo que a gente respira por não encontrar em nenhum hospital, por não encontrar o corpo no IML, o desespero só aumenta por você não ter notícia, por você não ter uma pista, por você não ter respostas”.
Orientada pelas autoridades locais da Vila Ema, a família deve encaminhar o caso para o DHPP (Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa), localizado na região da Luz, que é a unidade especializada da Polícia Civil responsável por rastreamentos e investigações complexas de pessoas desaparecidas.
Mobilização e Câmeras de Monitoramento
Uma nova esperança surgiu com a possibilidade de mapear o trajeto de Letícia por meio do circuito de segurança da região. Os familiares tentam acionar um sistema que pode rastrear as câmeras das ruas nas proximidades de onde ela morava, desde o dia e horário em que saiu, na tentativa de identificar para qual direção ela seguiu ou se chegou a entrar em algum imóvel.
A rede de apoio se divide entre a Zona Leste de São Paulo e a região do ABC. Como Letícia viveu a maior parte da vida em São Bernardo do Campo e mudou-se recentemente, a base de parentes e amigos na cidade do ABC permanece em profundo desespero e mobilizada nas buscas. Com o caso superando a marca de 48 horas sem qualquer sinal de vida, conhecidos estão enviando as informações a programas de televisão e canais de jornalismo investigativo de grande alcance para ajudar na divulgação.
Como Ajudar
Qualquer informação que possa levar ao paradeiro de Letícia Roberta Alves de Melo pode ser comunicada de forma anônima às autoridades por meio do Disque Denúncia (181) ou diretamente à Polícia Civil. De acordo com o registro oficial assinado pelo investigador Pablo Moreira dos Santos e pela equipe do Dr. Elvis Rodrigues Rocha, o caso segue em andamento como “Boletim de Ocorrência para investigação”.
