Em um movimento que movimenta o cenário político do Grande ABC paulista, o prefeito de Rio Grande da Serra, Akira Auriani (PSB), cumpriu agenda de campanha e declarou apoio público ao governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). A atitude marca uma guinada em relação ao alinhamento oficial de sua legenda, que compõe a chapa de Fernando Haddad (PT) ao Governo do Estado e indicou o ex-governador Márcio França como vice.
Durante agenda realizada em Ribeirão Pires neste sábado (19/09), o governador Tarcísio de Freitas fez questão de agradecer abertamente ao prefeito pelo apoio recebido. Tarcísio reconheceu que o posicionamento político envolve pressões e custos dentro do partido do aliado. “Fiz um agradecimento especial ao Akira. A gente sabe que isso impõe determinados sacrifícios e determinadas consequências, mas Rio Grande da Serra vai poder contar com o Governo do Estado de São Paulo”, destacou o governador.
Questionado sobre as exigências e os desdobramentos de sua escolha, Akira Auriani garantiu que a aproximação ocorreu de forma natural e sem pressões externas. Segundo ele, o foco principal é garantir investimentos estaduais para os cerca de 60 mil habitantes do município. “Não fui forçado a fazer essa troca. É um gesto pensado na reconstrução da cidade e na região do ABC. O diálogo com o governador e com o Republicanos tem sido muito tranquilo”, afirmou.
Apesar do pragmatismo administrativo alegado pelo chefe do Executivo municipal, a opção por preterir a candidatura de Haddad gerou ruídos dentro de sua própria legenda. Akira admitiu a tensão provocada junto à cúpula socialista, mas ressaltou a relação antiga com as lideranças do PSB. “Causa um desconforto na questão partidária, a gente sabe disso. Mas lideranças como o Márcio França e o Caio França me acompanham há muito tempo e entendem que é necessário olhar para as necessidades reais das cidades”, pontuou.
A aliança consolida a estratégia de Tarcísio de ampliar sua base entre prefeitos do Grande ABC, ao mesmo tempo em que expõe as divisões regionais na coligação encabeçada pelo PT nas eleições estaduais
