
A manhã do último domingo (1º) foi marcada por um clamor por justiça e segurança. A Avenida Barão de Mauá, em São Bernardo, tornou-se o cenário da Caminhada em Defesa das Mulheres, um ato que uniu homens e mulheres em uma marcha silenciosa e resiliente contra o avanço do feminicídio e da violência de gênero.
A concentração ocorreu em frente ao Hotel Pampas e reuniu cidadãos motivados por um sentimento comum: a urgência de interromper a naturalização da violência. Para os participantes, o evento não foi apenas um protesto, mas um basta coletivo diante da sensação de que o sistema atual falha em proteger a vida das mulheres.
Mobilização Orgânica
O movimento teve uma origem genuinamente comunitária. A ideia ganhou corpo nas redes sociais após a repercussão do caso da jovem Cibele. Um vídeo publicado na ocasião gerou uma onda de comentários e sugestões de internautas que pediam uma ação concreta.
Embora o evento tenha contado com o apoio e a presença da deputada estadual Carla Morando, que abraçou a causa, a organização enfatizou que o ato foi uma construção coletiva da sociedade civil, e não uma iniciativa individual ou partidária.
Pautas e Reivindicações
Durante o percurso, os manifestantes reforçaram que a solução para a crise de segurança passa por três pilares fundamentais:
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Rigor Legislativo: Cobrança por leis mais severas para agressores.
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Efetividade: Cumprimento rigoroso das medidas protetivas já existentes.
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Prevenção: Fortalecimento da rede de proteção para que o Estado consiga agir antes que a tragédia se consume.
“Não podemos aceitar que mulheres sigam perdendo a vida por causas evitáveis. O sistema precisa funcionar para salvar, não apenas para registrar estatísticas”, afirmou um dos presentes durante o ato.
A caminhada encerrou-se com um apelo à continuidade do debate e à vigilância constante, deixando claro que a luta pela vida das mulheres é uma pauta que deve ocupar as ruas e as instituições todos os dias.
