7 de maio de 2021

Movimentos sociais protestam em frente às Casas Bahia de S.Caetano

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Manifestantes foram com faixas e fizeram panfletagem pedindo que seja mudado o nome da Rua Samuel Klein após acusações contra ele de supostos aliciamentos e estupros

 

Manifestantes foram com faixas e fizeram panfletagem pedindo que seja mudado o nome da Rua Samuel Klein após acusações contra ele de supostos aliciamentos e estupros. Foto: Gislayne Jacinto

Movimentos sociais foram até a frente das Casas Bahia de São Caetano no fim da tarde desta quinta-feira (29/04) para protestar e reivindicar de autoridades que retirem de espaços públicos o nome de Samuel Klein, fundador da empresa. Os manifestantes argumentaram que a cidade não pode fazer homenagem a um homem acusado de montar um esquema de aliciamento de crianças e adolescentes para a exploração sexual. A denúncia foi feita recentemente por meio de reportagem da Agência Pública.

A vereadora de São Caetano Bruna Chamas Biondi (Psol), que encabeça o mandato coletivo Mulheres por Mais Direitos, disse que 800 moradores da cidade já assinaram o abaixo-assinado pedindo a substituição do nome da via para Rua 8 de Março.

De acordo com Bruna, o caso de Samuel Klein só veio à tona, porque o filho dele, Saul Klein (PSD), saiu candidato a vice-prefeito na chapa de Fabio Palacio (PSDD) e a denúncia de aliciamento e exploração sexual de vulnerável surgiu durante a campanha, após apresentação de certidão do empresário à Justiça Eleitoral.

“Conversamos com as mulheres e elas concordam que não podemos homenagear um abusador de mulheres. Na época não foi feita denúncia porque as pessoas tinham medo desse homem que era muito poderoso. Algumas foram abusadas dentro das Cassa Bahia e até um helicóptero era usado pela levar as meninas para o litoral atraídas por brindes e dinheiro. No caso de Saul Klein, uma das garotas até suicidou-se e defendemos que ele seja responsabilizado por seus atos”, afirmou a vereadora.

Paula Aviles, que também faz parte do mandato coletivo para mulheres, também disse durante a manifestação que a denúncia contra Saul Klein no período eleitoral acabou levando uma apuração que chegou no pai Samuel. “Como Saul foi candidato a vice-prefeito e houve denúncia contra ele, acabou desencadeando uma investigação que chegou a Samuel Klein. E nós estamos aqui para dizer que não aceitamos esses abusos sexuais contra as mulheres”, afirmou Paula.

Neusa Ranieri, presidente do Psol, avalia que as meninas aliciadas sofreram com o suposto aliciamento. “Por conta dessa violência e esse sofrimento, as vítimas precisam ser indenizadas. Não podemos aceitar esses estupros contra crianças e adolescentes”, afirmou.

Neusa Ranieri, presidente do Psol, avalia que as meninas aliciadas sofreram com o suposto aliciamento. Foto: Gislayne Jacinto

A defesa de Saul Klein alega que ele é um sugar daddy,  termo usado para homens mais velhos que bancam financeiramente mulheres mais jovens em troca de afetou ou sexo. Segundo a defesa, as relações sexuais eram consensuais.

A assessoria da família de Samuel Klein também emitiu uma nota em 15 de abril e defendeu a memória do fundador das Casas Bahia.  “É com enorme tristeza que a família Klein tomou conhecimento da publicação de matéria sobre Samuel Klein, fundador das Casas Bahia, falecido em 2014. Imigrante polonês, judeu e sobrevivente do Holocausto, ele sempre ensinou que é preciso muito trabalho e coragem para enfrentar os desafios da vida. É uma pena que ele não esteja vivo para se defender das acusações mencionadas. Sobre os dois processos em andamento, correm em segredo de Justiça e as decisões serão acatadas.”

 Reunião

Os movimentos sociais e a vereadora Bruna aguardam por uma reunião com o prefeito em exercício, Tite Campanella, para tratar sobre o projeto de lei para  mudar o nome da Rua Samuel Klein para Rua 8 de Março, um símbolo de luta para todas as mulheres.

Além disso, as Mulheres por + Direitos irão propor que o Centro de Especialidades Médicas do bairro Fundação que também leva o nome de Samuel Klein, seja alterado para Maria Odília Teixeira, primeira médica negra do Brasil.

 

Movimentos sociais reivindicam reunião com o prefeito em exercício, Tite Campanella. Foto: Gislayne Jacinto

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