
O Ministério Público de São Paulo interpôs um recurso contra a decisão que não aceitou a denúncia contra Osmar Stabile, presidente do Corinthians, por indícios de apropriação indébita de recursos do clube. O órgão alega que há evidências suficientes para que o processo siga adiante na Justiça e solicita uma reavaliação da interpretação anterior.
A denúncia inicial indicava irregularidades nos pagamentos à empresa de segurança Bear Security, totalizando R$ 720 mil, que seriam pagos em 16 parcelas, entre julho de 2025 e agosto de 2026. O MP utilizou o próprio estatuto do Corinthians como argumento — segundo a promotoria, as regras internas do clube proíbem despesas que não estejam diretamente ligadas aos interesses da instituição.
Por que a denúncia foi rejeitada
A juíza Daniela Martins de Castro Mariani Cavallanti, da 2ª Vara Criminal de São Paulo, entendeu que os elementos apresentados não eram suficientes para instaurar uma ação penal. Além de rejeitar a denúncia, a magistrada negou todos os pedidos cautelares do MP: o afastamento de Stabile da presidência, a restrição de acesso às dependências do clube e o bloqueio de bens no valor de R$ 721 mil.
A versão da defesa do presidente do Corinthians
Os advogados de Stabile sustentam que a contratação da Bear Security ocorreu após ameaças recebidas pelo dirigente. A defesa também afirma que os pagamentos seguiram os procedimentos internos do Corinthians e que os serviços de segurança foram efetivamente prestados.
O recurso do MP será analisado pelo Judiciário, que decidirá se a denúncia deve ou não ser aceita.