
O momento foi esperado por quase oito meses. Na derrota por 3 a 2 para o Bahia, na Arena Fonte Nova, Lucas Moura marcou seu primeiro gol desde 21 de fevereiro — quando balançou as redes na vitória sobre o Red Bull Bragantino. Foram 249 dias de jejum encerrados em um chute da entrada da área que diminuiu o placar para 2 a 1 no fim do primeiro tempo.
Além do gol, o camisa 7 jogou os 90 minutos completos pela primeira vez desde que voltou de lesão no tendão de Aquiles — sinal de que a recuperação avança. Com o tento, chegou a quatro gols na temporada.
Boa fase chega na hora errada para a diretoria atual
O retorno de forma de Lucas Moura acontece num momento delicado para o São Paulo fora de campo. Seu contrato termina em dezembro, e a diretoria comandada por Harry Massis decidiu não avançar nas conversas de renovação antes das eleições presidenciais do clube, também previstas para dezembro. Quem decidir o futuro do camisa 7 será a próxima gestão.
Na disputa pelo comando do Tricolor, Marcelinho Portugal Gouvêa é o nome confirmado pela oposição, enquanto a situação lançou Vinícius de Medeiros.
Lucas já admitiu que pode sair livre
Em entrevista após a vitória sobre o Vitória, antes da rodada passada, o próprio jogador abriu o jogo sobre a incerteza contratual — e não descartou deixar o clube sem custo algum.
“A gente não sabe como vai ser o futuro do clube politicamente, quem vai ser o presidente. Provavelmente isso também interfira na questão da renovação, mas o foco era eu voltar bem, me recuperar da lesão e agora vamos ver os próximos passos e continuo fazendo meu melhor pelo clube.”
Na mesma ocasião, confirmou que não houve qualquer contato formal sobre extensão de vínculo.
“Meu contrato acaba em dezembro, meu foco é voltar a jogar e se recuperar. Não tivemos nenhuma conversa. Mas, se não tiver nenhum acordo, em janeiro estarei livre.”
Recuperação em ritmo crescente
Lucas ficou cerca de cinco meses fora por conta da lesão no tendão de Aquiles. Desde o retorno, vinha buscando ritmo e encadeamento de partidas — e os últimos jogos mostram evolução clara. A partida completa contra o Bahia e o gol marcado são os indicadores mais concretos de que ele reencontrou a forma.
O desempenho reacende a pressão da torcida pela permanência e coloca o tema na fila de prioridades para a próxima diretoria. O cenário esportivo também pesa: o São Paulo ainda briga por uma vaga na Libertadores de 2027, e o planejamento financeiro para a temporada seguinte pode definir se há espaço — e vontade — para manter um dos nomes mais populares do elenco.