
O Corinthians está buscando mudar o nome de sua arena — e utilizar essa iniciativa para amenizar uma dívida de R$ 650 milhões. O clube começou a dialogar com a Hypera Pharma, que atualmente possui os direitos de nome da Neo Química Arena, para finalizar o contrato em vigor e possibilitar que a Caixa Econômica Federal assuma a denominação do estádio.
O contrato vigente e o montante em questão
A Hypera Pharma firmou o acordo em 2020 pagando cerca de R$ 15 milhões anuais, com correção pela inflação a cada ano. Hoje, o Corinthians recebe em torno de R$ 23 milhões por temporada — um valor que o clube considera defasado. A estimativa interna é de que os naming rights valem hoje aproximadamente R$ 70 milhões anuais.
Para desfazer o vínculo, há um obstáculo financeiro. O contrato tem prazo de 20 anos, e a multa rescisória prevista para 2026 é de R$ 47 milhões. A Hypera entende que o valor deve ser corrigido, o que elevaria a cifra para cerca de R$ 68 milhões.
O que a Caixa entra no acordo
O Corinthians deve R$ 650 milhões à Caixa pelo financiamento da construção do estádio. Pela última renegociação, realizada na gestão Duilio, a dívida se estenderia até 2041. O clube avalia que os juros atuais prejudicam seu fluxo de caixa e buscou uma nova rodada de negociação.
O acordo em discussão vai além dos naming rights. A proposta inclui que a Caixa passe a emitir os cartões dos Fiéis Torcedores e assuma as contas salariais do clube — centralizando os pagamentos a funcionários, fornecedores e jogadores.
Estágio das negociações
As tratativas ainda estão em fase inicial: o Corinthians não fechou acordo com a Caixa, mas vive otimismo em concluir o negócio até o fim da temporada. As partes já assinaram um termo de confidencialidade.