
O Conselho Deliberativo do São Paulo aprovou, nesta quarta-feira (30), o contrato de parceria com a Ticketmaster. A votação terminou em 184 votos a favor e 44 contrários. O acordo contempla a administração da bilheteria do MorumBIS, a cessão de um espaço corporativo no estádio para um camarote a ser construído e a antecipação imediata de R$ 140 milhões aos cofres tricolores.
O que estava em jogo para o São Paulo
Com o sinal verde dos conselheiros, a gestão do presidente Massis pretende utilizar o aporte financeiro imediato para estancar pendências operacionais urgentes, como o pagamento de salários e direitos de imagem atrasados do elenco profissional.
Os termos econômicos da operação envolvem:
- Empréstimo e juros: o montante de R$ 140 milhões adiantado pela Ticketmaster deverá ser quitado em até cinco anos, corrigido pela taxa CDI + 1,99% ao ano.
- Mecanismo de amortização: o ressarcimento à empresa será retido diretamente das receitas geradas pelo clube com eventos e partidas no MorumBIS, com teto limitado a R$ 1,8 milhão por mês.
As taxas da Ticketmaster
A Ticketmaster aplicará uma taxa de administração de até 10% por ingresso — 8% se for uma entrada física, ao invés de digital. A taxa do sócio-torcedor também será de 8% por sócio.
A pressão nos bastidores
A cúpula tricolor intensificou a articulação política junto às bancadas do Conselho Deliberativo para garantir aprovação rápida. A diretoria defende que a operação é indispensável para recompor a saúde financeira do São Paulo no último trimestre da temporada e evitar novas crises com o plantel.