
O São Paulo voltou a apresentar atrasos nos salários dos jogadores. Uma parte dos direitos de imagem venceu na segunda-feira passada (28), porém o clube não fez o pagamento. Além disso, a pendência se soma a outros débitos acumulados ao longo da temporada.
Segundo as informações obtidas, a maioria do elenco enfrenta atrasos superiores a quatro meses nos direitos de imagem. Em alguns casos, o prazo pode chegar a seis meses.
Por outro lado, o salário registrado em carteira continua regularizado.
Acordo com atletas também tem parcelas pendentes
Além dos direitos de imagem, o São Paulo também possui parcelas em atraso de um acordo firmado com os jogadores no início da temporada.
O compromisso foi estabelecido durante a mudança no comando do clube, quando a nova gestão assumiu a administração e encontrou valores referentes aos direitos de imagem de 2025 ainda pendentes.
A expectativa interna era colocar os pagamentos em dia, mas a situação não foi normalizada e os débitos continuaram se acumulando.
Clube espera antecipação de R$ 140 milhões
Para tentar equilibrar o fluxo financeiro, a diretoria aposta na antecipação de R$ 140 milhões prevista no acordo com a Ticketmaster.
A proposta precisa passar pela análise do Conselho Deliberativo. Caso seja aprovada, a empresa ficará responsável pela comercialização dos ingressos dos jogos no Morumbi. O acordo também envolve a utilização de um camarote que atualmente funciona como espaço corporativo do estádio.
O São Paulo terá cinco anos para devolver o valor antecipado. A operação prevê juros correspondentes ao CDI acrescido de 1,99%.
Como parte da negociação, o clube utilizará receitas geradas no Morumbi para realizar os pagamentos à empresa. O desembolso mensal está limitado a R$ 1,8 milhão.
Conselho analisa acordo
A votação do contrato com a Ticketmaster será realizada de forma híbrida entre esta terça-feira (29) e quarta-feira (30).
A diretoria tricolor considera a operação uma alternativa para obter recursos no curto prazo e colocar os compromissos com os jogadores em dia.
Dentro do clube, porém, há divergência sobre a medida. Enquanto a situação vê a antecipação como uma forma de aliviar a pressão financeira e regularizar os pagamentos, integrantes da oposição questionam o impacto da operação sobre as finanças do São Paulo.