
O Corinthians encerrou julho de 2026 com um déficit acumulado de R$ 278,7 milhões, segundo o balancete financeiro divulgado pelo clube na terça-feira (29). O resultado está muito acima dos R$ 77,8 milhões previstos no orçamento para o período.
O documento ainda não passou por auditoria e apresenta dados financeiros até o dia 31 de julho.
Receita supera previsão, mas despesas pressionam resultado
Apesar do resultado negativo, o Corinthians registrou receita operacional bruta de R$ 472 milhões nos sete primeiros meses do ano. O valor ficou acima dos R$ 402 milhões projetados no orçamento.
O desempenho financeiro, porém, foi prejudicado por despesas superiores ao planejado e pela ausência de receitas previstas com negociações de jogadores.
O orçamento considerava a entrada líquida de R$ 150 milhões em vendas de atletas durante a primeira janela de transferências. A diretoria, entretanto, decidiu adiar negociações para priorizar a campanha na Libertadores e tentar aumentar o valor dos jogadores.
Outro fator de impacto foi a folha de pagamento. A previsão era de R$ 284,9 milhões em gastos com pessoal, mas o clube desembolsou R$ 327,4 milhões no período.
O balancete também registra despesas extraordinárias, entre elas R$ 32,5 milhões referentes à premiação pela conquista da Copa do Brasil de 2025 e outros R$ 6 milhões em impostos relacionados a operações de câmbio.
Dívida do Corinthians ultrapassa R$ 2,8 bilhões
O cenário financeiro do Corinthians também é marcado pelo elevado endividamento. No último balanço apresentado pelo clube, a dívida total ultrapassava R$ 2,8 bilhões. Nesse, as cifras não foram reveladas.
Do montante, 22,5% estavam relacionados à Arena Corinthians. Outros 50,8% correspondiam a dívidas classificadas como não circulantes, enquanto 26,6% eram compromissos de curto prazo.
Negociações de jogadores não avançaram
A diretoria corintiana contava com possíveis transferências para reforçar o caixa ao longo da temporada. Entre as negociações consideradas estavam as saídas de André, para o futebol inglês, e Bidon, com destino ao futebol turco.
Nenhuma das duas operações foi concretizada.
Com o encerramento da janela de transferências para os principais mercados europeus, o Corinthians não poderá contar com novas vendas internacionais até o fim da temporada.
Diante disso, o clube deverá voltar a negociar jogadores ao término do ano para tentar aumentar as receitas e reduzir o impacto do déficit acumulado em 2026