
Em pronunciamento à imprensa na tarde desta segunda-feira (21), durante evento de inauguração de um instituto, o presidente do Santos, Marcelo Teixeira, abordou abertamente a situação financeira do clube. O mandatário reconheceu que a diretoria estuda alternativas para honrar os compromissos e admitiu o risco de eventuais atrasos pontuais, mas assegurou que o planejamento orçamentário para a temporada de 2026 será mantido.
Gestão financeira e risco de atrasos pontuais
Ao tratar dos compromissos com atletas e funcionários, o dirigente ressaltou a transparência com o grupo de trabalho e o esforço do departamento financeiro para manter os pagamentos em dia:
“O Santos tem cumprido com as obrigações. Os profissionais têm ciência da dificuldade. De qualquer forma, o financeiro estuda outras alternativas para cumprirmos com as obrigações. Mas pode ser que haja atraso.”
Reforços sem custo de aquisição e engenharia de mercado
Marcelo Teixeira valorizou a atuação do departamento de futebol na montagem do elenco, destacando que os nomes contratados para o segundo semestre chegaram à Vila Belmiro sem necessidade de investimento em direitos econômicos:
“Não tivemos nenhum investimento na aquisição desses jogadores (Lima, Arthur, Coutinho, Rodinei e Cebolinha). Tivemos a habilidade dos profissionais do futebol para encontrar os perfis de jogadores e alcançarmos as importantes contratações.”
Impacto das eliminações e foco na reta final do Brasileirão
Apesar do prejuízo financeiro causado pelas quedas precoces na Copa do Brasil e na Copa Sul-Americana, o presidente reitera que o teto orçamentário projetado para o ano segue sob controle e não sofrerá rupturas drásticas.
Terceiro melhor time do segundo turno do Campeonato Brasileiro e atualmente na 8ª colocação geral (38 pontos), o Peixe aproveita a pausa da Data FIFA para focar na preparação visando o clássico contra o São Paulo, no dia 2 de outubro, no Morumbis. O confronto atrasado é tratado como chave para consolidar a busca por uma vaga na Copa Libertadores de 2027.
