
Com Abel Ferreira cumprindo suspensão, o auxiliar João Martins conduziu o Palmeiras à vitória por 2 a 0 sobre o São Paulo e enfrentou a imprensa na coletiva após o Choque-Rei. Entre análises técnicas e uma resposta inusitada, o português esquivou-se de polêmicas.
A chave para o resultado: eficácia
Martins apontou a capacidade de aproveitar as oportunidades criadas como o fator mais decisivo do futebol. “Se tivermos que escolher um fator mais importante no futebol, é a eficácia. Sabemos que é essencial e exigimos muito isso. Nos últimos jogos tivemos muitas chances e as perdemos. Esperamos que, no próximo jogo, em dois chutes, façamos dois gols”, avaliou o auxiliar, reconhecendo que o time havia desperdiçado oportunidades nas rodadas anteriores.
Sem preocupação com o adversário
Questionado sobre o fato de o São Paulo ter entrado em campo com os reservas, João Martins desviou o foco para o trabalho interno do Palmeiras. “Não controlamos. É o trabalho deles. Preferimos focar mais em nós. Poderia vir com formações distintas, mas não fizemos preparação específica para outro time”, afirmou.
A metáfora sobre o futebol brasileiro
A resposta mais comentada foi sobre a ausência de Abel Ferreira. Sem citar o STJD diretamente, Martins recorreu a uma comparação filosófica: “Ninguém gosta de perder o comandante. Na faculdade, tive uma disciplina sobre a história do esporte. O futebol, por ser coletivo, é a cara da sociedade da nação. Se olharmos para as notícias de hoje no Brasil, está tudo dito.” A fala foi interpretada como uma crítica velada às instituições do futebol nacional.
Próximo passo
O Palmeiras viaja a Quito na quarta-feira (16) para enfrentar a LDU, pela volta das quartas de final da Libertadores, com a vantagem de 1 a 0 do jogo de ida.