
Um áudio que vazou nos bastidores do Morumbi, em que o presidente Harry Massis se pronunciou, evidenciou a gravidade da crise no São Paulo. No áudio, o presidente cobra celeridade do Conselho Deliberativo para que a proposta que viabiliza o pagamento dos salários atrasados seja colocada em votação.
“Eu preciso que vocês ajudem a fazer o presidente do Conselho Deliberativo colocar na pauta para ser votado. Porque se segurar e não for votado, não vamos cumprir nada. Não vai ter dinheiro para pagar nada. Entendeu? Tem muita gente bocuda que fala o que não deve falar e recai sobre a minha pessoa”, diz o áudio.
A estratégia para quitar dívidas
O clube planeja regularizar salários e direitos de imagem até o fim de setembro. As pendências variam de dois a quatro meses, dependendo do jogador.
O dinheiro viria do contrato com a Ticketmaster, que prevê repasse total de R$ 140 milhões — sendo R$ 110 milhões antecipados na assinatura.
O entrave
A assinatura do contrato já passou pelo Conselho Deliberativo. Mas o repasse do valor exige nova aprovação do próprio Conselho para ser destinado ao elenco.
Sem o aval, o dinheiro não é liberado. E sem o dinheiro, os pagamentos não saem.
O cenário financeiro
O São Paulo se aproxima de uma dívida de R$ 1 bilhão. O próximo balanço deve confirmar, pela primeira vez, a marca negativa bilionária.
A prioridade é acertar os vencimentos, reduzir o desgaste interno e estabilizar o ambiente para a sequência da temporada — com Sul-Americana e luta contra o rebaixamento no Brasileirão.
O objetivo
Internamente, o clube trabalha com a meta de regularizar tudo até 30 de setembro. A direção trata a medida como essencial para evitar nova crise nos bastidores.