Porto prejudica planos do São Paulo e bate o martelo por William Gomes. Foto: Divulgação / Porto
Apesar de seu valor ter aumentado, o Porto optou por não negociar o atacante William Gomes nesta janela de transferências. A recusa em negociar o jovem atleta afeta diretamente as finanças do Tricolor, que contava com a venda para fortalecer seu orçamento e atingir as metas de vendas estabelecidas para a temporada.
Multa de milhões e estratégia de elevação
William Gomes possui uma cláusula de rescisão estipulada em 80 milhões de euros, aproximadamente R$ 480 milhões. Para a administração do Porto, manter o jogador neste momento pode resultar em uma venda futura mais lucrativa, com valores mais alinhados a esse nível. A tática consiste em aguardar que o jogador se valorize no mercado europeu para obter o maior lucro possível.
A parte que o São Paulo teria direito
Em 2025, o São Paulo negociou William Gomes com o Porto por 9 milhões de euros (cerca de R$ 55 milhões na época), além de 1 milhão em bônus. O clube paulista detém ainda 20% dos direitos econômicos do jogador, o que garante uma participação considerável em uma venda futura.
Com a oferta do Atlético de Madrid em torno de 50 milhões de euros (aproximadamente R$ 300 milhões), o Tricolor garantiria R$ 60 milhões pelos 20% que retiveram, além de cerca de R$ 7,5 milhões do Mecanismo de Solidariedade da FIFA.
Verba comprometida e objetivo longe
A diretoria do São Paulo já havia incorporado os valores dessa possível negociação ao planejamento financeiro de 2026. A recusa do Porto em negociar o jogador neste momento atrapalha e muito os planos do clube.
O São Paulo já levantou aproximadamente R$ 23 milhões em vendas nesta temporada: Rodriguinho para o Bragantino, Erick para o Vitória e a taxa de cessão de empréstimo de Alan Franco ao Tigres, do México. Na previsão orçamentária aprovada para o ano, a meta é de R$ 180 milhões em operações, ou seja, o clube ainda precisa movimentar R$ 157 milhões até o final do ano para atingir o planejado.