Domingos Duarte explica motivos para escolha pelo São Paulo. Foto: Reprodução
Nesta sexta-feira (7), o São Paulo apresentou oficialmente o zagueiro português Domingos Duarte. Em sua coletiva inaugural como atleta do Tricolor, o zagueiro, que chegou sem custos após sua passagem pelo Getafe, comentou sobre a magnitude do clube, a pressão de jogar no Morumbi e os desafios que o levaram a vestir a camisa são-paulina.
A magnitude do clube influencia a escolha
Domingos Duarte afirmou que a tradição do São Paulo foi crucial para aceitar o convite. Para ele, jogar pelo Tricolor é algo além de uma simples mudança de clube.
“Ao falarmos do São Paulo, tratamos de um clube que foi tricampeão mundial. Isso já é suficiente para atrair bastante atenção. O projeto proposto é ousado e tem como objetivo reposicionar o clube entre os grandes do Brasil. Desejo contribuir em campo para ajudar nessa reconstrução”, declarou.
Forma física e disponibilidade
O defensor assegurou que está 100% recuperado após ficar de fora dos últimos jogos. Ele já realiza treinamentos regulares com a equipe e está à disposição da comissão técnica.
“Estou treinando sem limitações, vinha de um período parado, mas já estou 100% recuperado.” Agora, cabe ao treinador decidir se entra ou não”, explicou.
O que pode contribuir para o time
Interrogado sobre o que pode aportar à equipa, Domingos Duarte destacou a experiência internacional e a mentalidade competitiva.
“O grupo pode se beneficiar da minha experiência e do meu desejo de vencer. Possuo minhas habilidades tanto técnicas quanto táticas, e vou demonstrá-las no campo. O campo dirá o que posso oferecer”, disse.
Recomendação de Cédric Soares
Antes de assinar com o São Paulo, o português consultou o compatriota Cédric Soares, que já teve uma passagem pelo futebol brasileiro. O lateral ofereceu uma visão realista da vida no clube.
“Falei com o Cédric, e ele foi direto: o São Paulo é gigante, mas a cobrança é constante. Quando os resultados aparecem, tudo acontece com facilidade; quando não aparecem, a pressão cresce. Isso integra o dia a dia de um grande clube”, relatou.
Incentivo esportivo, não monetário
Domingos Duarte fez questão de sublinhar que a sua ida para o Brasil teve motivos esportivos e não financeiros. O contato com brasileiros em Portugal fez com que ele tivesse vontade de trabalhar aqui.
“Não se tratou de uma escolha financeira. As questões financeiras se ajustam, mas o que eu realmente procurava era um novo desafio profissional. Em Portugal, estamos cercados por muitos brasileiros e sempre observei o clima alegre que eles trazem. Isso me fez querer jogar no Brasil”, concluiu.