
Recentemente, a FIFA se viu no meio de uma controvérsia envolvendo algumas de suas seleções filiadas. O mais recente projeto de Infantino provocou a irritação da UEFA, que anunciou que boicotará as competições da FIFA. Além disso, a CONCACAF também expressou sua oposição. No entanto, nesta sexta-feira (31), a entidade reafirmou sua posição e afirmou que continuará com o processo.
Respeitamos o feedback e a preocupação manifestados publicamente e reafirmamos nosso compromisso com uma consulta aberta e democrática. Nosso processo de consulta planejado foi interrompido por relatos incorretos da imprensa. Daremos continuidade a esse processo de consulta para garantir que cada Associação Membro (AM) tenha a capacidade de expressar seu voto com base em fatos. A FFE foi proposta unicamente para garantir que todas as Associações Membros da FIFA tenham a oportunidade de assumir uma participação significativa na oportunidade comercial do futebol em seus respectivos países, e que isso não ocorra em detrimento do espírito ou da governança da FIFA ou do próprio futebol. Ninguém está vendendo o futebol. Isso não é algo que jamais seria considerado, diz parte do comunicado da entidade.
Mas, o que aconteceu?
Toda a crise teve início com a tentativa de criação de uma empresa, a FIFA Forward Enterprise, responsável pela exploração comercial e gestão da Copa do Mundo.
A FFE funcionaria como uma empresa subsidiária. A FIFA manteria o controle majoritário dessa nova empresa encarregada da gestão comercial, porém permitiria a participação de investidores privados na Copa do Mundo.
Na prática, é semelhante ao processo de conversão de um clube em uma SAF. O clube associativo, uma entidade criada sem fins lucrativos, transforma-se em uma empresa, possibilitando que investidores se tornem proprietários dela.
De acordo com a entidade, a operação pode exceder R$ 20 bilhões em vendas de ações. Infantino defende que uma parte dos recursos será destinada às seleções nacionais e que o novo modelo desbloqueará todo o potencial para patrocínios e direitos de transmissão.
Argumentos contrários à proposta da FIFA
Os europeus da UEFA, a confederação continental com o maior número de opositores a Infantino, temem que os torneios da FIFA possam perder credibilidade com esses investidores, mesmo que sejam minoritários, tendo controle parcial das competições da entidade.
Agora, a proposta será submetida à aprovação ou rejeição das 211 associações-membros.