
A decisão da Copa do Mundo de 2026 pode carregar um simbolismo que vai muito além da taça. Se a Argentina vencer a Inglaterra na semifinal desta quarta-feira (15), a finalíssima do torneio — contra a Espanha, no domingo (19), no MetLife Stadium — reeditará o confronto que a Finalíssima 2026 prometia e que acabou cancelada por desacordo entre as confederações continentais.
Por que a Finalíssima caiu
O torneio que reuniria os campeões da Eurocopa (Espanha) e da Copa América (Argentina) estava originalmente marcado para o Catar, país do título mundial argentino em 2022. As tensões no Oriente Médio, no entanto, forçaram a mudança de sede — e foi aí que começou o impasse.
A queda de braço
A Uefa e a federação espanhola sugeriram o Santiago Bernabéu, em Madri, ou um campo neutro na Europa. A AFA e a Conmebol recusaram todas as ofertas. O argumento sul-americano é de que o mando pertencia à Argentina, já que a edição inaugural da Finalíssima foi disputada em Wembley, território europeu. Como o Catar ficou inviável, a avaliação foi de que a partida deveria ser realizada em Buenos Aires, no Monumental.
Os argentinos também interpretaram a insistência espanhola em jogar no Bernabéu como uma tentativa de obter vantagem com o apoio maciço da torcida local. Sem acordo, o duelo foi oficialmente cancelado — e cada seleção seguiu seu caminho.
O desfecho na Copa do Mundo
A Espanha já está na final após eliminar a França por 2 a 0. A Argentina enfrenta a Inglaterra nesta quarta-feira (15) e, se avançar, transformará a decisão de domingo em muito mais do que um jogo por uma taça: será a partida que a Finalíssima não foi — e que, para o vencedor, terá um sabor de disputa dupla.
