
Lionel Messi fez história, mas não fez festa. Após marcar três gols na vitória da Argentina por 3 a 0 sobre a Argélia e se tornar o maior artilheiro isolado da história das Copas do Mundo, com 16 gols, o camisa 10 tratou o feito com distanciamento. Na entrevista coletiva, preferiu dividir o peso do recorde com os rivais históricos.
“Não significa nada” diz Messi
“É uma grande honra poder competir com todos esses grandes, incluindo Ronaldo, entre os jogadores que assisti. Ele foi um dos maiores jogadores de todos os tempos. É uma honra obviamente estar ali pelo que isso significa. Estar ao lado de Klose, perto de Ronaldo. Mas acho que não significa nada. No final são estatísticas e nada mais.”
Ronaldo, o Fenômeno
Messi fez questão de destacar o brasileiro, que durante anos foi o recordista absoluto de gols em Mundiais, até ser superado por Klose e, agora, pelo próprio argentino. “Embora esteja orgulhoso de competir com todos eles, não significa nada para mim. Ronaldo, dos que vi, foi um dos maiores e não é o primeiro. Então são só estatísticas.”
Mbappé na cola
O recorde de Messi, no entanto, tem um perseguidor de plantão. Horas antes, Kylian Mbappé marcou dois gols na vitória da França sobre Senegal e chegou a 14 em Copas. A disputa entre os dois, que já protagonizaram a final de 2022, segue como uma das narrativas centrais do torneio.
O ranking atualizado
- 1º Lionel Messi (Argentina) – 16 gols (2006 a 2026)
- 1º Miroslav Klose (Alemanha) – 16 gols (2002 a 2014)
- 3º Ronaldo (Brasil) – 15 gols (1994 a 2006)
- 4º Kylian Mbappé (França) – 14 gols (2018 a 2026)
- 4º Gerd Müller (Alemanha) – 14 gols (1970, 1974)
- 6º Just Fontaine (França) – 13 gols (1958)
- 7º Pelé (Brasil) – 12 gols (1958 a 1970)
Enquanto Messi insiste que são apenas números, Mbappé encurta a distância. A disputa silenciosa entre os dois maiores nomes do futebol atual promete se estender até o último jogo do Mundial.