
A não convocação do goleiro Hugo Souza para a Copa do Mundo de 2026 representou mais do que uma frustração pessoal para o atleta. O Corinthians chegou à segunda edição consecutiva do Mundial sem qualquer representante na lista final da Seleção Brasileira – algo que não ocorria desde as Copas de 2014 e 2018, quando Cássio e Fagner estiveram presentes.
Os últimos jogadores do clube a vestir a amarelinha em uma Copa foram justamente Cássio e Fagner, na Rússia, em 2018. Em 2022, o Timão também ficou sem nomes na lista.
Histórico de corinthianos em Copas
- 1938 (França) – Brandão, Lopes
- 1950 (Brasil) – Baltazar
- 1954 (Suíça) – Baltazar, Cabeção
- 1958 (Suécia) – Gilmar, Oreco
- 1966 (Inglaterra) – Garrincha
- 1970 (México) – Ado, Rivelino
- 1974 (Alemanha) – Rivelino, Zé Maria
- 1978 (Argentina) – Amaral
- 1982 (Espanha) – Sócrates
- 1986 (México) – Carlos, Casagrande, Édson
- 1994 (Estados Unidos) – Viola
- 2002 (Coreia do Sul e Japão) – Dida, Ricardinho, Vampeta
- 2006 (Alemanha) – Ricardinho
- 2018 (Rússia) – Cássio, Fagner
O impacto em Hugo Souza
Nos bastidores, o Corinthians teme que a ausência do goleiro na Copa afete seu ânimo para a sequência da temporada. Hugo Souza vinha alimentando a expectativa de ser chamado e agora terá de lidar com a frustração enquanto segue sob pressão no clube.
Além disso, o jogador vive a expectativa de ser negociado no meio da temporada. O Corinthians fechou um acordo de cavalheiros com ele: se uma proposta considerada boa chegar, o goleiro será negociado.
Valores da negociação
O Corinthians detém 60% dos direitos econômicos de Hugo Souza e aceita abrir conversas a partir de uma oferta de R$ 70 milhões. A multa rescisória para o futebol europeu é de 100 milhões de euros (cerca de R$ 580 milhões). O staff do jogador recebeu bem o pacto, que permitiria uma saída amigável para todas as partes.